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We belong together

“Depois de um dia (…)  Juntos ou separados, vemos a dupla ao longo de sua amizade e brigas, esperanças e oportunidades perdidas, risadas e lágrimas. Mas, em algum ponto dessa jornada, eles percebem que aquilo que buscam e desejam estava lá o tempo todo. Com a revelação do verdadeiro significado daquele dia ,eles aceitam a natureza do amor e da própria vida.”

Eu não sei dizer como, quando, nem a data precisa do começo. Se esteve ou não lá, se nos deixamos levar, se toda  admiração e carinho e amizade foram o começo quando nem sabíamos, ou imanaginávamos, que havia o que pensar. A citação acima não é minha, é a sinopse do filme que assisti ontem, mas se encaixou – como aquela peça do quebra cabeça que deixamos por último, pois simplesmente não sabemos onde raios colocá-la!
São muitas datas, muitas lembranças, muitos dias em que olho para você e tento imaginar onde começou para mim, de verdade. E ontem eu tive a resposta: sempre esteve lá, de uma forma ou de outra – hoje faz sentido sempre ter existido!

Mas não me esqueço nunca de quando se tornou “oficial”: era uma noite quente em dezembro, como as noites quentes de dezembro em Santos costumam ser, e eu estava sentada na cadeira do hospital chorando, achando que não tinha mais como a vida piorar, não conseguindo achar meu amigo para dizer quão apavorada eu estava. A ligação que se seguiu me deu muito mais que o consolo do melhor amigo; me deu o namorado mais paciente, dedicado, incentivador, divertido, companheiro, cúmplice, carinhoso e apaixonado que eu já tive. Me deu a certeza que o futuro seria muito melhor, muito mais completo, muito mais feliz!

Foram 4 palavras que mudaram minha vida de uma forma que eu jamais achei que seria possível.

3 anos… Parecendo 1º, como você disse! Ao mesmo tempo tantas coisas e tão poucas coisas perto do que sentimos, do que planejamos, do que já passamos. A verdade é que você não encara uma jornada dessa sem estar ao lado do seu melhor amigo, pois não faz sentido algum, não tem a mesma graça! Eu posso continuar a escrever e relembrar todas as vezes que caímos na gargalhada até faltar o ar, que discutimos, que choramos, que tivémos medo, que nos beijamos, que nos surpreendemos; mas prefiro lembrar de quando tivemos certeza. Pois não é daquelas certezas que somem junto com o fim do relacionamento, é aquela que vai permancer marcada na pele, literalmente, daquela que a gente sonha em encontrar e da qual muitas pessoas só ouvem falar…

Aquela certeza que, não importa como, nós sempre nos pertenceremos!
Feliz 3 anos de namoro, Marido!
Amo você, desde sempre e para sempre!

Neste Natal…

É, dezembro de 2011 chegou. Natal está aí: ruas, lojas, casas (com exceção da minha) estão enfeitadas. Época que todo mundo lembra de ser bondoso, solidário; época de faturamento alto, dívidas para o ano seguinte, promessas… E mesmo assim, é a época mais linda e mágica do ano!

Mas hoje, andando pela Paulista, eu tive um sorriso largo e uma lágrima rolando pelo rosto.  Eu queria ter tido mais tempo. Mais tempo para ficar com você, mais tempo para entender, mais tempo para ver seu sorriso quando o Natal chegava. Talvez fosse seu único dia feliz de verdade, o dia em que você não se preocupava com o pouco dinheiro, com os IPTUS e condomínios atrasados, se teria ou não comida na mesa. Fosse como fosse, a gente se reunia, arrancava a última moeda do cofrinho e tinha uma ceia de reis.

Era lindo ver seu sorriso. E como isso dói hoje em dia!
Ano passado você não estava aqui, mas parecia que seria apenas uma outra noite que eu passaria longe e no ano seguinte estaríamos juntas outra vez. Mas a verdade é que nunca mais vai ter uma noite de Natal com suas mãozinhas ásperas apertando meus ombros, não vou ter que assitir (aquela porra chata)  a Missa do Galo, não vou mais ter que rezar antes de comer, nem esperar a meia-noite para abrir meus presentes (porque você respeitava todas essas tradições). Eu passei tantos anos escutando que aquele seria seu último Natal, que em 2009 resolvi visitar outra parte da minha família… Mas aquele foi seu último Natal e eu estava a quilômetros de distância!

Justo eu, que peguei uma aversão enorme ao Natal – e só fui redescobrir a graça quando sua bisneta nasceu – hoje me vejo dividida em sentimentos de iguais proporções. Espero loucamente por essa noite, para ver a Manu sorrir, abrir os presentes e me emocionar. E então eu choro sua saudades, me emociono com um pisca-pisca qualquer e saio comprando cada Papai Noel que vejo pela frente – simplesmente porque eles me lembram você.

Ano passado você já não estava aqui. E nesse, se o Papai Noel existisse, eu só pediria por mais um Natal com você! Eu ficaria extremamente feliz de assistir à Missa, nem ligaria se suas mãozinhas ásperas estivessem apertando meus ombros (sempre queimados) e sequer reclamaria da fome! Eu só ficaria sentada no seu colo, devorando a travessa de brigadeiros que a Senhora teria feito para mim.

Esteja você onde estiver Vózinha, Feliz Natal!

Eu li uma publicação no Facebook de alguém (e compartilhei no meu Mural) que se dizia ser uma adaptação livre da revista Men’s Health a respeito de coisas que os homens adorariam que as mulheres soubessem!

Então prometi a uma colega que escreveria a versão feminina, no meu ponto de vista! E gostei tanto que decidi publicar aqui no Blog.
Espero que vocês também curtam!

1. Fale o que sente. Nós não somos capazes de ter certeza;
2. Quando fizerem uma cagada, assumam de uma vez. Não subestimem nossa inteligência;
3. Eu sinto tesão por você, mas não vou deixar de suspirar pelos galãs;
4. Manere na vaidade. Metrossexual só é bonito em capa de revista;
5. O assento da privada é para ficar abaixado. Sempre;
6. Não tenha medo de trocar uma saída com os amigos por uma com a gente – vocês podem se dar muito bem;
7. Vocês mentem muito mal quando pisam na bola – nós temos sexto sentido;
8. Não ligue para a gente apenas para transar. De verdade;
9. Masturbação pode ser necessária quando vocês não fazem o trabalho direito. Leiam a respeito;
10. Não tem som melhor no mundo do que ouvir o cartão passando na máquininha do Cielo;
11. Quando vocês ficam com ciúmes do amigo gato do trabalho, a gente acha bonitinho porque seus sentimentos aparecem;
12. Se eu te dou opinião quando você está se arrumando, significa que você está parecendo que saiu da cama naquela hora;
13. Não me peça pra manter a calma quando a fulana estiver dando em cima de você, mesmo que você não tenha percebido;
14. Se eu perguntar se estou gorda, não precisa se preocupar. Basta dizer que eu sou mulher mais gostosa que você já teve;
15. Adoramos quando vocês fazem cafuné;
16. Barriga de chope só incomoda em um estado muito crítico;
17. Uma passada de mão inesperada é sempre bem-vinda, assim como um beijo de tirar o fôlego, de supetão;
18. Você pode escolher o filme, mas tem que ter bons argumentos (tipo, o Ryan Gosling sem camisa) para me fazer querer vê-lo;
19. Quando você me chama no celular e não atendo, provavelmente estou comentando do Taylor Lautner sem camisa, ou estou escutando a parte bapho de uma fofoca ou estou fazendo cocô;
20. Não espere que tenhamos uma conversa sobre futebol, a não ser que nosso time esteja ganhando do seu;
21. Sempre que quiserem nos agradar, diga que estamos lindas;
22. Nós temos um alarme de insegurança que sempre dispara quando vocês falam “Que mulher gostosa!”, mesmo que não demonstremos;
23. Não confie na gente para mantê-los atualizado sobre esportes;
24. Não, nós não nos interessamos sobre todos os jogos de futebol da rodada, nem sobre o a modificação imperceptível do videogame mais foda do mundo;
25. Nós nunca temos roupas (sapatos, bolsas, acessórios, maquiagem) demais;
27. Não grite, NUNCA!;
28. Entendam que seria bacana se vocês jogassem menos videogame, nossos finais de semana teriam uma emoção a mais;
29. Às vezes nós nos perguntamos porque vocês não querem ficar com a gente, mulheres tão incríveis. Não é só a aparência que conta!

Beijos

Já começo pedindo mil desculpas pelo sumiço; sei que ando em enorme dívida! Mas deixei de blogar qualquer pensamento, qualquer desabafo (para isso é só seguir meu twitter) para elaborar pensamentos mais organizados, com ideias mais claras. Não, não deixei a espontaneidade de lado (nem teria como!), mas acho que quem me segue, merece mais!

=)

O texto de hoje não é meu – na verdade não sei a autoria, mas uma amiga me mandou e achei que sim, eu poderia ter escrito!


“Hoje aprendi que é preciso deixar que a vida te despenteie, por isso decidi aproveitar a vida com mais intensidade…
O mundo é louco, definitivamente louco… O que é gostoso, engorda. O que é lindo, custa caro. O sol que ilumina o teu rosto, enruga.
E o que é realmente bom dessa vida, despenteia…
- Fazer amor, despenteia.
- Rir às gargalhadas, despenteia.
- Viajar, voar, correr, entrar no mar, despenteia.
- Tirar a roupa, despenteia.
- Beijar à pessoa amada, despenteia.
- Brincar, despenteia.
- Cantar até ficar sem ar, despenteia.
- Dançar até duvidar se foi boa idéia colocar aqueles saltos gigantes essa noite, deixa seu cabelo irreconhecível…
Então, como sempre, cada vez que nos vejamos eu vou estar com o cabelo bagunçado! Mas pode ter certeza que estarei passando pelo momento mais feliz da minha vida.
É a lei da vida: sempre vai estar mais despenteada a mulher que decide ir no primeiro carrinho da montanha russa, do que aquela que decide não subir. Pode ser que me sinta tentada a ser uma mulher impecável, toda arrumada por dentro e por fora .
O aviso de páginas amarelas deste mundo exige boa presença: arrume o cabelo, coloque, tire, compre, corra, emagreça, coma coisas saudáveis, caminhe direito, fique séria… E talvez deveria seguir as instruções, mas quando vão me dar a ordem de ser feliz?
Por acaso não se dão conta que para ficar bonita eu tenha que me sentir bonita… A pessoa mais bonita que posso ser!
O único, o que realmente importa é que ao me olhar no espelho, veja a mulher que devo ser. Por isso, minha recomendação a todas as mulheres:
Entregue-se, coma coisas gostosas, beije, abrace, dance, apaixone-se, relaxe, viaje, pule, durma tarde, acorde cedo, corra, voe, cante, arrume-se para ficar linda, arrume-se para ficar confortável! Admire a paisagem, aproveite, e acima de tudo, deixa a vida te despentear!
O pior que pode acontecer é que, rindo frente ao espelho, você precise se pentear de novo…”

Porque eu nasci para ser descabelada… E quando estou com as madeixas todas revoltosas, embaraçadas, é que me sinto viva, mulher e DIVINA!
Aquele beijo para quem é de beijo!

Não adianta revirar os olhos e soltar um suspiro alto, ainda mais se você for mulher… guarde a ceninha de descaso quando estiver sentada em uma mesa com outras colegas que dizem lutar pela liberdade feminina! Não que eu seja contra as mulheres que desejam ser “livres”, apenas cheguei a uma conclusão que me tomou anos de pensamentos e que não teria concluído se não tivesse casado!

TODA MULHER QUER CASAR, SONHA COM ISSO!

E se diz ao contrário, está mentindo! Na verdade, tenta se convencer que juntar as escovas de dentes basta; que se dedicar à carreira a satisfaz; que tem medo de que “casando” o relacionamento vá para o beleléu… Desculpa atrás de desculpa para não se sentir “fracassada”. Hoje em dia isso ainda não deveria acontecer, mas as mulheres solteiras se sentem como se não tivessem atingindo um status, completado uma fase e isso é desnecessário. Não falo isso porque me casei (no papel, de fato, embora já me considere casada há 3 anos), mas perto da casa dos 30, com amigas nessa faixa etária e mais atenta ao tema, tenho percebido a importância que é dada à cerimônia!

É a festa, o vestido, os detalhes, a lua de mel… as mulheres desejam uma FESTA de casamento, poucas estão prontas para enfrentar o matrimônio, com suas crises, com seus altos e baixos, com brigas, com todas as alegrias, com a experiência única. E por isso critico! Critico as pessoas que querem a aparência, que não se importam em construir algo, mas apenas vender a imagem em seus perfis sociais de que são plenamente felizes quando a solidão é ainda maior quando o ato de se comprometer com o outro é uma promessa em vão.

Em menor ou maior grau ninguém quer ficar sozinho e relações exigem de todos os lados, o tempo todo… E por isso é complicado encará-las; mais simples pular de cama em cama, trocando nomes por carinhos vazios. Já fui assim, sei bem do que estou falando! Mas quero falar do outro lado…

É apenas um sim dito a um juiz de paz ou um padre, mas um “sim” que implica n coisas e lhe traz tantas outras… Tão maiores e tão mais alegres! A vida não é perfeita, o que dirá quando você ainda tem que se adaptar aos defeitos e qualidades de outra pessoa? Convivência é isso. Vai além dos preparativos, de fotos sorridentes, mas que apesar dos pesares continua valendo a pena no fim do dia. E aí reside a importância do casamento: ter alguém para abraçar, beijar, se aninhar; te fazer crescer, te fazer melhor, compartilhar. Alguém que te escute e fale, que ria e chore, que dê amor e bronca… não é possível embarcar nessa jornada se você não estiver ao lado do seu melhor amigo.  Não porque cada um não poderá ir para sua própria casa, dado que se divide o mesmo teto, mas porque ninguém mais tem 15 anos e precisa aprender a enfrentar situações… seja elas quais forem!

O casamento é importante porque fortalece o vínculo, aflora o melhor de cada um, constrói algo forte… não colocarei os poréns, quem chegou até aqui é porque tem, ao menos, intenção de fazer direito. E direito não significa sem traição, mas com lealdade, companheirismo, amizade e, acima de tudo, respeito! IMPOSSÍVEL? De maneira alguma! Essa é a justificativa daquela mesa de amigas que já sofreram alguma, ou várias, desilusão amorosa, que pulam de lençol em lençol sem nenhum critério, que não se valorizam e que de quinta a domingo enchem a cara ao lado de outras mulheres enfiadas em roupas minúsculas caçando um homem que esteja disponível. Vale a pena ressaltar que homem não vai levar a sério alguém que não se leva?

Eu dou muito valor ao que eu construí e conquistei. E, obviamente, resolvi fazer uma festa para comemorar. Afinal festa faz parte sim, mas não é a estrela. Quem brilha mesmo é a família que você constrói! Para quem me perguntou, algumas fotos do dia… um brinde aos noivos!


E que por muitos anos, no final das contas, seja sempre feliz… e que seja doce!

Não sou, nunca foi ou tenho a menor pretensão de me tornar crítica de cinema. Gosto é gosto, e pronto! Mas gosto quando um filme mexe comigo; não na superfície (lágrimas, gargalhadas, susto), mas no mais profundo do meu eu. Que me faz pensar, que não sai da minha cabeça. Seja para o lado bom, seja para o lado ruim.

O filme “Blue Valentines”  narra a história  das personagens de Michelle Willians (a eterna Jen de Dawson’s Creek) e Ryan Gosling. O pecado, para mim, é a tradução: nada de “Namorados para sempre”, como achei que seria! O filme retrata, com cortes no tempo e dadaísmo de sentimentos, a ascensão, apogeu e queda de um relacionamento. Daqueles que pareciam que iam durar para sempre, mas cujas diferenças de valores, de desejos e pormenores rumam ao divórcio. E nem tão amigável assim!

É triste, melancólico e ao mesmo tempo romântico, cativante, poético até! Existe algo mais bonito que ver um amor genuíno nascer, proveniente da ingenuidade, dos sonhos e da esperança dos “felizes para sempre”?

A narrativa é um soco na boca do estômago, respirar algo tão palpável congela os pulmões. Realismo e realidade puras! Você para de se perguntar SE uma relação vai terminar para QUANDO ela vai terminar. Não, não é inspirador para casais apaixonados, mas finca seus dois pés no chão.  Por mais que você tenha assistido o excelente Diário de uma Paixão, também com o Ryan, e desejado um amor daqueles, é este filme que te faz cair na real e perceber que a mídia, entre tantas coisas, vende realidades paralelas. Não sou pessimista, amargurada, mal amada ou recalcada, mas hoje as pessoas optam tanto pelo supérfulo, pelo menos complicado, pela quantidade que esquecem de observar as pequenas coisas. Aquelas que importam, que não devem ser deixadas para trás, que fazem a vida menos difícil e muito mais feliz. E por isso Blue Valentines vira o retrato de uma geração.

You always hurt the one you love… the one you shouldn’t hurt at all. You always take the sweetest rose and crush it till the petals fall.
You always break the kindest heart with a hasty word you can’t recall. So if I broke your heart last night, it’s because I love you most of all”

Acho que com 28 anos eu já deveria ter chegado a esta conclusão há mais tempo, mas quem nunca sofreu de leves crises de  Síndrome de Peter Pan que atire a primeira pedra!

Chegamos na adolescência com a crença de “eternamente jovens”, desconsiderando conselhos de que a idade passa, que o tempo voa e logo mais seremos reflexos daquilo que até então repudiamos. As responsabilidades chegam mais cedo para alguns – trabalho, filho. It’s evolution baby! E podem nem nunca chegar para outros, mesmo com os itens citados. Enfim…

Uma hora a gente tem um clique, um estalo e estamos em situações que julgamos de “adultos”. No feriado passado tudo o que desejava era ligar para minha mãe, pedir colo e me enrolar em um casulo de edredom. Eu não queria enfrentar a situação, passar  pela mesma situação que vi meu pai e minha mãe passarem… Saúde é coisa de gente grande, mesmo! Como faço há 21 anos, abracei meu melhor amigo e o abraço-resposta foi o mesmo de sempre: acredite em você, você vai conseguir! Engraçado como as pessoas podem te conhecer melhor do que você mesma…

Eu tenho uma filha, uma carreira, pago minhas contas, tenho um cachorro, estou de casamento marcado, mas não tinha me sentido gente grande até cruzar as portas do Incor e fazer promessas para que meu futuro marido ficasse bem. Eu não sei lidar com perdas, eu não sei lidar com o sofrimento… pareço um avestruz: enfio minha cabeça no buraco e fico lá até me sentir segura novamente. Mas eu não tinha como evitar, eu não poderia não cuidar de uma pessoa que tanto cuida de mim. E então você enche o peito, levanta a cabeça e pensa: é isso!

E segue; apesar do medo, da fadiga, do cansaço, do choque, do choro, do desespero, do desconhecido. Segue porque é assim que a vida deve ser: caminhar para frente, crescer e guardar as boas lembranças. Sabendo que a infância vai ficar guardadinha naquela caixinha especial, que você pode revisistar a hora que quiser e se permitir brincar com os amigos, com os filhos, com os sobrinhos. Ser adulto não significa ser amargo, sisudo ou ter uma vida de penumbra, nem mesmo se uma perda cruzar seu caminho. Este é o destino para aqueles que o escolhem; sentir-se feliz depende apenas das escolhas que VOCÊ faz!

Não, não era uma coisinha nada simpática como essa da foto, nem mesmo uma inexpressiva papa-mosca!

Eis que após sair do meu novo trabalho, dei um pulinho na Renner da Paulista… afinal sou uma pessoa que resiste bem a uma vitrine cheia de novidades! #NOT Aí encontra uma calça social daqui, uma camisa acolá, o jeans flare maravilhoso e mais um suéter; nada mais justo que sair correndo para o vestiário. Entre uma prova e outra, no meio da felicidade de algumas calças 38 fecharem misturada ao descontentamento com o reflexo do meu corpo, veja oito patas negras aparecerem no espelho e um corpo emergir, listrado de branco. Não bastasse o susto ter uma aranha bem ali, olhado meu corpo despido e disforme, quando ela aparece por inteiro, dou um berro gigante!

Cacete, o corpo dela era do tamanho da moeda de Rs 1!

Não pensei duas vezes: saí gritando pelo vestiário, meio pelada, meio vestida, descalça, com todas as roupas emboladas na mão, bolsa, revista e fui até a entrada avisar alguém. Sabe a entrada que dá de cara para o restante da loja? Estava eu ali, histérica, falando praticamente de uma Aragogue, coberta apenas por uma camisa social (que não levei!).  “Nossa, que louca, maluca!” você deve estar pensando, mas melhor isto do que isso:

Aliás, não levei roupa alguma… e o medo de chegar em casa e ter uma aranha marrom ali dentro? Depois de fazer uma funcionária checar outro vestiário, me arrumei, fui para o departamento de sapatos e tive uma feliz surpresa (ainda bem, para compensar né?): achei o Oxford mais lindo do mundo! Quase saí na mão por ele, só tinha um número 36, e claro que levei – não ia deixar duas sem noção de se vestir, comprarem MEU sapato apenas porque elas acharam “fofinho!

Enquanto escrevo, rindo disso tudo, balanço meus pézinhos feliz da vida por essa experiência cheia de fobia!

Atualizando meu Reader, me deparei com (mais) um brilhante texto da minha querida Gisela Rao, em seu blog Vigilantes da Auto Estima.  Suspeita não sou, afinal a mulher tá aí no mercado há anos, escreveu e dirigiu revistas, portais, tem livros publicados… mas enfim, o tema me interessou por falar da Bruna Surfstinha. Quando comecei minha carreira, e tinha como chefe a Gí, eu gravei duas matérias com a Bruna. E mais do que isso: passei horas ao lado dela, escutando, absorvendo, conhecendo, aprendendo. Eu me diverti horrores!

Bruna e Eu, em agosto de 2008.

Eu não sei quem aí leu os livros ou assistiu ao filme (que super recomendo e se ainda não deu, vai dar um tapa na cara de muita gente), mas logo no início aparece um  ocorrido na escola e que fez com que os colegas de classe a descriminassem. Muitas mulheres “tiveram a sorte” de serem as santinhas e de não passar por essa apurrinhação. Mas qual garota, mais “foda-se para o que pensam, quero ser feliz”, não foi tachada de puta, galinha, vagabunda? Não só pelos homens, mas principalmente por mulheres, pelas tais santinhas. E são essas as mais recalcadas, travadas, mal amadas por si mesmas que procuram os conselhos, que voam em cima dos livros, da própria Bruna ou de qualquer informação que possa fazer com que elas se sintam mais sexualmente desejadas pelos seus parceiros. Algo como joga a pedra na Geni depois de ela ter salvado a cidade inteira, sabem? Uma hipocrisia nojenta e sem tamanho!

“Eu fico me perguntando o que incomoda mais na gente: o sucesso alheio ou o fato dela nos lembrar o quanto ainda somos sexualmente travados? Na minha opinião, os dois. Na opinião do jornalista Larry Rohter (“Aquela que controla seu corpo pode irritar seus compatriotas”) é mais a segunda opção. Para ele, que estuda o Brasil há anos, as mulheres brasileiras têm essa fama de sexy, mas ainda existe muita inibição, desconhecimento do corpo, e certas travas (… clique aqui para ler na íntegra)”

Qual é a semelhança em fazer sexo por dinheiro ou a torto e a direito porque gosta? É um choque, é moralmente vergonhoso! Vergonhoso para quem mesmo? Ah, quase me esqueço dos falsos moralistas, dos hipócritas e das recalcadas! A verdade é que se fosse fácil encarar o preconceito, a pressão, ser prostituta seria fácil (e aí, para que faculdade, né?)…  ser “puta” também! Uma mulher que explora um talento nato, ou que faz o que gosta, não está impune das conseqüências que a sociedade impõe. Não prego aqui que todas devem sair transando com o primeiro que aparecer apenas para chamar a atenção, mas se for o que você quer fazer, o que você gosta de fazer, vá em frente… o que te impede?   Eu já fui, me arrisquei, experimentei, gostei, repeti inúmeras vezes; sofri represálias, perdi possíveis namorados, já fui chamada de tudo que é nome… e quando olho para trás, não posso me sentir mais feliz por ter vivido, descoberto, sentido (amor, prazer, luxúria, dor).

Tudo o que fiz me levou até aqui, assim como a Bruna.  E é por isso que essa foto é um pequeno troféu, porque eu nos respeito e nos admiro!

Ah, e se você precisar de umas diquinhas… assiste aos vídeos que gravei com ela!

 

 

Ps: Um pequeno aviso para as “moralistas” de plantão: o que seu parceiro não tem em casa, COM TODA CERTEZA DO MUNDO ele vai procurar fora ;)

Ok, ok… eu já vou começar com desculpas porque sei que estou MEGA em dívida com vocês, pessoal! Mas, em compensação, inicio essa nova coluna no Blog, “coisas que só acontecem comigo (CSAC)”, pois muitas vezes existem situações que se não são trágicas, são cômicas! E no final eu só consigo rir do ridículo que eu causo…

Passeando pelo mundo dos blogs aí afora, me deparei com essa belezura aqui:

E essa:

E mais essa:

Pronto! Foi tudo que bastou para minha mais nova epifania surgir e eu sair correndo atrás dos caixotes de feira!

Fui em supermercados, hortifrutis, barracas de feira e… nada! Até que um simpático feirante topou me fazer uns precinhos bacanas pelos 9 caixotes que consegui – não, eles não dão as caixas pois também pagam por elas! Com a Manu em um braço e nove caixas gigantes em outro, o que eu poderia fazer?

O mesmo simpático feirante me ofereceu aqueles carrinhos tipo empilhadeira, sabem? Pois bem, estou lá eu, feliz da vida, brincando com a Manu quando eu vejo as caixas deslizarem e irem pra cima dela. Saí correndo e enfiei o braço na frente! Graças que um outro feirante nos ajudou, empilhou tudo, amarrou (e até trouxe tudo aqui em casa)… um fofo! Mas no processo, vendo se a Manu estava bem, vi gotas de sangue pingarem e percebi que meu anelar direito tinha sido retalhado na lateral!

Hora de segurar o choro e a agonia, afinal ser mãe é ser forte… vai dar qual exemplo, né? (já basta eu ter chorado essa semana no exame de sangue!). Mas foi quando olhei pro mindinho que berrei… eis que o feirante:

“Nossa, você se machucou muito Senhora?”

E eu, com a voz embargada: “meu mindinho, meu mindinho… a unha dele, quebrou no TALO!”

Eu acho que ele quis me socar, mas só quem tem a unha fraca e difícil de crescer consegue entender o desespero!

Bom, agora, algumas horas depois, os caixotes estão empilhados no canto da sala, o dedo está bem e a unha está pintada de vermelho!

;)

Se você quiser ver outros exemplos, clica aqui. Ou se você, assim como eu, quiser aprender… vai aqui ó!

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