Feeds:
Posts
Comentários

365 dias de sonho!

baloonAs festas de final de ano tem seus próprios cheiros, sabores, sentimentalismos e recordações…

Estava passeando pela Faria Lima e uma característica da época me pegou de surpresa, entorpecendo todos meus sentidos. Como um ano havia mudado tanta coisa na minha vida!

Desde maio de 2008 tive esperanças de melhorar como pessoa, como profissional, como companheira. Acumulava esperanças de um emprego melhor, de um futuro melhor, de um salário maior, de trazer minha filha para São Paulo.

Observando o enorme Papai Noel que fica na frente do Shopping Iguatemi, pensei nas coisas que havia conquistado e naquelas que ainda eram objetivos.

Foi como tirar um peso dos ombros me permitir refletir –  sozinha, sem nenhum conhecido por perto - chorando como uma criança que vê o sorvete inteirinho cair no chão. Para quem foi educada para acreditar que não era boa em nada, eu estava indo longe e bem! Eu tinha realizado meu sonho da época da faculdade, eu tinha conseguido um cargo melhor, um salário maior… e por que, diabos, eu não parava de chorar?

Porque antes a esperança era somente isso: esperar que as coisas acontecessem, esperar que tudo se resolvesse no seu tempo e aprender a conviver com os sonhos, com as desilusões, com as saudades, com as novidades, com mais saudades. E depois que a espera termina, a esperança fica tão próxima, tão palpável que dá medo de acreditar, dói sonhar com o futuro próximo. Pois o tombo pode ser maior!

E aí não existe prepração, costume, lágrimas que aguentem. Doía respirar o cheiro de esperança que o Natal traz, doía pensar nas luzes brancas que podem não iluminar os dias ali na frente, doía pensar que fevereiro logo chegaria. E pode ser, na verdade é, loucura, mas eu tenho certeza que aquele Papai Noel gigantesco olhou para mim e piscou aquela piscada de “estamos juntos, vai dar tudo certo!”. Abracei a perna dele e pedi um único presente, como se fosse uma criança de 3 anos.

Tomada por outro torpor, outras sensações, cheiros e sabores, lembrei porque o Natal sempre me deixa extrema e secretamente exultante de felicidade!

Pequena reflexão!

DSC00155 É interessante sob quais efeitos podemos começar a questionar nossa vida, a vagar no tempo e espaço pensando em tudo e em nada ao mesmo tempo…

Meus dias têm passado rápido demais, algumas vezes parecem vazios, de tão cheios e hoje, pela primeira vez em algumas semanas, eu tive tempo. Entrei numa daquelas lojas que vendem de tudo um pouco, peguei um carrinho e comecei a enchê-lo com tudo que eu queria comprar. À  medida que a pilha aumentava, meu desespero mudo aumentava também…

Não só porque meu cheque especial iria para a estratosfera caso eu finalizasse a compra, mas por perceber que minha vida ainda não estava conforme havia planejado três anos atrás.  Ao me dar conta disso (e devolver todas as mercadorias), minhas feições eram as mesmas de uma criança que ganha roupa no anivesário.

Eu, que sempre fiz de tudo para realizar meus desejos e sonhos, estava silenciosamente à beira de um ataque de nervos, de desespero, de choro. Há um mês parecia que finalmente terminaria de montar essa quebra-cabeça de zilhões de peças. Há um mês realizei o sonho que alimentei desde que entrei na faculdade e hoje senti meu mais importante desejo esgueirar-se novamente. Não porque eu não tenha agarrado meu sonho com firmeza e força, não porque eu havia desistido de lutar, mas porque pareceu-me ser essas conjuções estelares com o alinhamento do Zodíaco em conjectura com as ironias da vida que resolvem te testar, te exigir um pouco mais de sacrifício.

Passei 25 anos da minha vida atropelando pessoas, montando estrategemas, me expondo, me auto destruindo, fazendo jogos meticulasamente calculados parecerem atitudes espontâneas porque eu era capaz de tudo pelos meus desejos. Ok, foram atos egoístas, egocêntricos e talvez eu não devesse me orgulhar disso… pois depois a vida veio cobrar os sacrifícios – se tivessem me pregado na cruz seria menos dolorido.

Então com o tempo livre você é capaz de ver qualquer coisa com mais clareza – antes que sua visão seja deturpada pela ociosidade – e eu vi que eu já não sou quem fui…

Trabalhar com o universo de Internet é altamente instrutivo, sobretudo se tudo se referir à comportamento – siiiiim, agora sou paga para tal!

Entre os temas de discussão do programa estão amores virtuais, ciúmes, vaidade, mulheres na chefia e consumismo.

Minha principal função é pensar, criar pautas, posts que girem em torno da polêmica, que sejam amplamente discutidos e assim render ideias para os roteiristas. Com essa alma de pseudo cronista, hoje me veio à cabeça: como funcionam os relacionamentos.

Porque assim como os seres humanos, cada relacionamento tem sua vida, sua rotina e sua própria dinâmica. O que é do caralho para uma pessoa, pode ser um lixo para outra; o que um faz meio de saco cheio, para outro pode ser incrível e para um terceiro, um verdadeiro absurdo!

É por essa razão que não existe fórmula certeira, que funcione para todos os casais. Mas falando muito de separação, pensei: “e quando os casais não se tocam que já deu o que tinha que dar?”. Será que o amor está mesmo acima de tudo? Ou é o medo de jamais sentir aquilo novamente, ou a mágoa (mesmice, cobranças, rotina) corroendo o discernimento?

Já observei casais de ficantes que mais pareciam namorados, namorados que pareciam casados e casados que pareciam inimigos. O legal de não ter rótulo é você sentir-se livre para deixar a relação tomar o rumo que desejar. Mas e quando acontece ao contrário: quando, por exemplo, os casados que nem são mais amigos, os namorados já nem se beijam mais ou o casal que morava junto, num pré-casamento, deu um passo para trás?

Esse furacão, totalmente devastador, em ambos sentidos, pode estar pronto para cessar ou continuar arrebatando corações, sentimentos e trazendo felicidade. A quem cabe julgar? Quem está dentro e sabe como funciona? Quem está fora e “vê as coisas melhor”?

Vale a pena investir tanto assim? O perdão realmente existe? É o medo que prende uma pessoa à outra? É amor de verdade, daqueles que superam tudo?

Seguindo minha nova linha profissional, vou exercer o padrão _ _ _ _ _ de produção e deixar: envie seu comentário!

Discuta tanto aqui, como por lá!

Cabelo, cabeleira

Ok, não é novidade alguma que nós, mulheres, somos público-alvo de 97% das campanhas publicitárias e, assim, consumidoras por natureza e influência. É um sem-número de sapatos, bolsas, cremes, batons, maquiagens, roupas, acessórios, shampoos, condicionadores, esfoliantes, esmaltes, bases, pomadas para cabelo, hidratantes, óleos corporais, lingeries, jóias, tinturas para cabelo, tratamentos estéticos, tipos de massagem, livros… UFA!

Cada marca lança mão de sua melhor campanha e não existe mulher que não se encante por pelo menos uma delas. Por menor condições que uma ser tenha, você vai achar um batom, um hidratante, um creme para cabelo… você vai notar que ela se cuida, mesmo que não coma!

O engraçado de precisar comprar artigos de beleza é que aí está um ramo no qual nunca me especializei. Shampoos, hidratantes, batons, bases, corretivos eu entendo, mas dado que hoje meu cabelo é quase loiro – e ressecado nas pontinhas! – eu precisava mesmo de uma hidratação. Infelizmente não gozo mais do privilégio de ter um cabelereiro à mão, então fui eu, como uma boa ignorante que se acha informada após uma pesquisa na Internet, procurar por uma máscara de reparação intensiva.

Tarefinha difícil!

A vendedora me apresentou diferentes potes, em cores, marcas, valores, componentes e todos eles me prometeram o cabelo da Cléo Pires. Sem contar que meu lado feminino mega vaidoso já estava coçando para atacar as outras prateleiras. Acabei no balcão com um creme de uso diário, uma máscara de super-power-ultra-mega-blaster poder de regeneração, um creme noturno para as pontas, um creme de pentear de chocolate, um shampoo reparador e duas ampolas de queratina.  Valor:  R$213,47.

!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Exato. Como? Primeiro: o lugar do chocolate para mim continua sendo na minha boca; com esse valor eu pago duas mensalidades do plano de saúde da minha filha, quase faço a compra do mês (vantagem de ter uma família pequena) e pago minha empregada. É quase engraçado ver como a máquina publicitária funciona e mais interessante ver a combustão dos regentes consumismo e desinformação.

Dei um basta naquilo: peguei um shampoo – afinal o meu acabou e odeio cabelo sujo – e uma máscara que posso usar até duas vezes na semana, rezando ter acertado na escolha.  Só não deu para segurar muito o consumismo e ainda trouxe um maravilhoso lápis de olho saltitando na sacolinha.

85157236

Talvez…

Se sua alma for ficar mais leve. Aí você senta, chora e deixa ranho e lágrimas se misturarem em uma coisa só, até que os soluços espasmódicos te sacudam e você olhe ao redor para entender que está tudo errado. Talvez seja seu emprego, seu namorado, você ou o modo como você vê as situações. É realmente difícil acreditar quando nada sai como o previsto.

Mas chorar vai te ajudar de que maneira?

Experiêcia própria: passei a madrugada de anteontem chorando mais que nenê com cólica porque estava com saudades da minha filha, porque ainda não responderam a entrevista de emprego (BEM bacana, por sinal) que fiz, porque estou desempregada há mais tempo do que é saudável, porque passo a maior parte do tempo em 62m², dos quais, na verdade, utilizo no máximo 2! Fiquei deitada, olhando para o teto, lamentando tudo que estava dando errado, T-U-D-O; até surgir a alma boa (mais conhecida como NAMORADO) com visões bem mais positivas que as minhas.

O fato de não ter conseguido, não quer dizer que não esteja tentando, que não esteja dando meu melhor; o fato da minha chefa ter arranjado emprego mais cedo que eu não é só porque ela tem mais experiência, mas porque ela é conhecida no meio; nem que o tempo que eu passe ‘fazendo nada’, eu não aprenda. Ô se aprendi: aprendi a dar valor para coisas que poucas pessoas realmente dão – plano de saúde, dedicar-se ao emprego, agradecer pelo que tem – aprendi a cozinhar, aprendi a cuidar dos outros, aprendi mais sobre Internet.

Claro que isso não paga minhas contas, mas me fazem um pouco mais humana e, sem dúvida alguma, mais humilde. Tento aceitar que se ainda não apareceu, é porque não era para mim. A vida dá sim coisas boas para quem faz coisas boas… imprescendível ter a consciência tranquila nessas horas. Assim como cabe a cada um reconhecer suas habilidades e limites – “eu sou boa nisso, mas ainda tenho muito que aprender!”.

Namorado bolou algo genial para me destacar pela criatividade na hora de mandar o currículo, mas pouco valeria se o conteúdo também não fosse bom. É quase um mantra, porque quando estou chorando, sou a pior pessoa do Universo, não sirvo para nada, mas preciso me agarrar a algo não influenciável pelas emoções e verdadeiro. O x dessa questão é que ela te faz repensar atitudes e dá uma certa clareza para as ações.

Na melhor das hipóteses sacode-se a poeira e trava-se uma luta diária pelo emprego, pela melhora pessoal e para realizar planos/sonhos. Porque até para quem te ajuda, uma hora vai cansar e caminhar lado a lado é bem mais alegre que caminhar acompanhada da solidão. E é sempre melhor lutar para vencer a batalha do que tentar ganhar uma guerra inteira.

Esse texto retirado de post nº 61 da Gisela, mostra bem o que quero dizer:

“Para terminar, fui assitir a palestra da super Monja Coen. Ao final da palestra, ela me perguntou:

- Tudo bem?

- Tudo.. Bem… Sim… Só saí do meu emprego…

- Que ótimo! O que será que virá de novo? Que maravilha….”


E que assim seja…

DSC09165Após tantos posts metafóricos, dúbios e enrustidos e declarações trocadas via msn ou ao pé do ouvido na hora de dormir, posso, finalmente, escrever o que chamarei de declaração.

Há certas coisas que não se explicam. Relacionamento é uma delas: não existe receita, fórmula certeira, nem secreta. Simplesmente acontece.  Não se unem dois temperamentos opostos por coincidência, por convivência. Não se constrói relacionamento por diversão, para ‘matar o tempo’, ou carência, sei lá. Não se constrói relação baseada apenas em sexo, ou somente em amizade. Isso seria realidade ilusória, não seria real.

Lutei muito: contra mim, meus medos, suas falas cheias de inverdades, seus medos, os preconceitos alheios, nossas diferenças. Lutei para que pudéssemos ser mais que dois corpos ardendo de tesão um pelo outro, para que fossêmos mais que amigos que se pegam e que nunca serão. Lutei baseada na convicção que o extraordinário permearia nosso meio. E não me enganei.

Já discutimos abertamente os vários aspectos pessoais das nossas vidas: nossas necessidades, nossas similaridades e diferenças, nossos planos. Já nos demos, mutuamente, a liberdade de perguntar e conversar sobre qualquer coisa. Sempre colocamos nossas preocupações às claras, de forma que tivéssemos a liberdade de crescer e ser quem somos. Eu não conseguiria se não fossem suas risadas, seus beijos, seus abraços, seus conselhos, seu colo, seu ombro e esse amor imenso que me dá.

São suas palavras de encorajamento, seu otimismo e sua maturidade que me transformam em alguém melhor. Melhor para mim, para nós dois e para as pessoas que compartilham da nossa felicidade. Não seriam, sem você, minhas manhãs, humoradas; minhas tardes, ligeiras; minhas noites, gargalhantes; minhas madrugadas, tesônicas. Não seria meu ócio menos criativo; não seria minhas novas visões, sensatas; minhas decisões, planejadas; não seriam minhas atitudes menos infantis.

Mesmo assim, é necessário acreditar, todo dia, que é mútuo, que é intenso e que não é perfeito. E descrente como sempre fui, passei a acreditar que somente o amor é capaz de fazer tudo isso. Que faz enxergar as diferenças, que dá forças quando queremos fugir, que incentiva a continuar, que transforma os dias mais tempestuosos dessa Paulicéia desvairada em algo a ser recordado. Assim como é amor que me faz pensar em você a todo instante, que nos permite ser livres mesmo com tanta proximidade, que me faz sempre sorrir quando te encontro, que me faz sempre dormir de colherinha, por mais que eu precise de espaço. É amor que me faz ser mais madura para crescer junto com você, que segura meu ciúmes quando lembro do que você é capaz, que faz com que saia para dançar ao invés de te esperar para iniciar uma briga.

Você tem sido a única pessoa para qual posso contar ABSOLUTAMENTE tudo, por mais pessoal que seja, por mais que possa te ferir. Você ainda será meu amigo e companheiro. Você jamais me julgou com base no meu passado; acredita que o nosso tenha sido um tremendo aprendizado para estarmos aqui hoje.

Qualquer caminho diferente do traçado até então, poderia nunca ter nos posto frente a frente, poderia nunca, sequer, ter ouvido seu nome. E assim, jamais teria rido das suas piadas, comido em lugares engordativos, acreditado no meu potencial, ido aos shows de comédia, escutado Amy Winehouse. Longe de ti jamais teria exposto – sem vergonha – que meu negócio é samba no pé, aprendido a me vestir melhor, entrado na Zara, ou desenvolvido uma tara maior por sapatos.

Eu, que julguei ter amado tanto e destemperadamente, aprendi a amar no dia a dia; aprendi a construir uma relação. Moramos juntos há tanto tempo  e jamais nos menosprezamos;  nosso respeito é recíproco e rimos bastante. E cada dia mais quero me encher de você; transbordar de amor, de felicidade, de admiração, de orgulho, de respeito, de tesão.

Então, hoje, resolvi escrever para quem quiser ler que eu te amo como nunca amei outro homem, MATHEUS FLANDOLI.  E que quando você, finalmente,  me encontrou, eu já sabia quem era VOCÊ.

gi12

Existem momentos e momentos na vida. Momentos que grande parte dela está bem, momentos em que parte está mal, momentos que nos sentimos o fungo que infecta o muco do pus que se alimenta do cocô do cavalo do bandido (essa é para quem  A-M-A “O casamento do meu melhor amigo”!)… e em todos os momentos temos alguém para nos ajudar, para mostrar uma outra perspectiva, um AMIGO.

Não,  esse post não é sobre a data comercial de hoje, mas para lembrar que devemos sempre nos amar, tentar ver o lado positivo das coisas e tirar alguma lição, por pior que seja a situação. Tive o imenso prazer de ter uma companheira que me fazia ver isso TODO santo dia. Ela nunca desistiu de mim, nem mesmo quando nossos “monstros” falavam mais alto, no entanto, quando deixamos de trabalhar  juntas achei que não teria mais o apoio constante da Gisela (sim galera, essa é A Gisela Rao). Enganei-me!

A Gí, sempre engajadíssima com projetos de auto estima (a dela e as alheias, quem quiser conferir, clica AQUI), veio dar um mega help no meu processo de emagrecimento, sabendo a paranóica casinha de palha que eu sou! Então aviso que a data da coluna sobre dietas e dicas de alimentação, cuidados e desabafos terá a data transferida de terça para quarta-feira.

Nosso pacto funciona da seguinte maneira: estabelecemos uma meta X semanal e nos pesamos na mesma blança toda quarta-feira. Quem alcançar não fez mais que a obrigação… hihihi, brincadeirinha… parabéns! Quem não, paga um ‘castigo’ imposto pela outra. A Gí já pediu para eu arrumar a casa dela, eu pedi para ela escrever no meu outro blog e faremos yoga toda quarta-feira.

Se você tem uma amiga que topa essas paradas, inspire-se! Amigas que emagrecem unidas… ficam LINDAS! rs*. Acompanhem nossas aventuras pelos posts e se quiser um adendo de quem entende do babado, vá até o blog da Gisela… e seja um vigilante da auto-estima você também!

Ah, quase me esqueço: eu sou dessa mulher: ela tem um talento incrível, um coração de ouro e uma profissional e pessoa DO CARALHO! Só agradeço de ter tido a Gí como chefa e mestre!

Ps: essa foto é de novembro do ano passado ok galera? Queria eu ainda ter esse corpinho!

Nunca sabemos ao certo quando um amor acaba, apesar de vez ou outra termos a convicção plena de que tudo é passado. Mas então, a vida – como sempre – pode te surpreender e não da melhor maneira. E tudo que te faz companhia a partir daí são as recordações e uma solidão interna que não pode ser preenchida, nem deixada para trás. Ela te acompanha quando desce seca pela garganta, quando você folhea seus álbuns com dedos trêmulos ou escuta uma canção com ouvidos de tuberculoso.

E você se pergunta se ele ainda pode saber seu número, seu endereço, seu email ou se bloqueou o MSN. Pois nessas horas qualquer notícia aliviaria seu coração, principalmente se ele estiver tão miserável quanto você. Assim sendo, porque vocês não poderiam dividir um lenço para enxugar as lágrimas e se apoiarem nos ombros alheios para curtir essa dor dividida em dois? E fantasiosamente vocês podem até dividir – só por aquele instante de ressucitamento – o edredom e esquentarem um pé um do outro enquanto riem como no dia mais alegre da vida a dois. Desprentensiosa e sinceramente, como se o mundo fosse apenas viver feliz.

É algo mais sutil e menos óbvio, por isso tão doído quando resolve ressurgir. Era para ser esquecido, relegado ao frio do descaso e indiferença, como aquele último bilhete idiota pintado no espelho do banheiro, que desapareceu com o vapor do banho quente após a ressaca do crível. Porque, afinal, que porra é essa de invadir os pensamentos em dias e momentos mais impróprios? Quando a vida acha seu meio de se fazer feliz e colorida novamente? São as imagens em preto e branco que vem incomodar como os pernilongos em noites insuportáveis de verão!

Lembranças… é o que se tem. A pessoa não está ao seu lado. Não te abraça para que chores copiosamente. Não volta da cozinha com um copo cheio de Coca-cola. Não faz um cafuné quando não sabe mais o que dizer para você se sentir melhor. Não existe a pessoa para encontrar um meio de fazer um sorriso bastar. Só o vazio das recordações, só sua lágrima fazendo um baque surdo na fronha do seu travesseiro, que você agarrou com todas as forças para se permitir um luto tardio.

Talvez a vida goste de sacanear, de trazer amores errantes – e errados – assim. Pessoas que compartilharam e quando não lhes bastou mais, foram embora sem sequer lembrarem das promessas e juras declamadas ao pé do ouvido entre dentes alvos graciosamente desalinhadinhos. Talvez tenha sido isso, talvez a culpa seja sua. E então esse rímel borrado e esse batom manchado, transformando seu rosto em uma pintura patética, lhe caiam bem, merecidamente. Porque o tempo transforma todo amor em quase nada – e embora “quase” seja apenas mais um detalhe – ainda existem amores além da mediocridade, além do lugar comum.
Amor como esse: exatamente esse que você perdeu…. e quase esqueceu.

Respostinhas

Sim, eu devria ter feito um post sobre minha dieta

Sim, eu deveria escrever um post sobre minha dieta, mas acometida por um mal súbito não fui me pesar pois há dois dias não consigo comer ABSOLUTAMENTE nada (nem doce!) e o peso será mentiroso. Até que a primeira semana não foi difícil. Terça-feira me despedi da vida de gordices detonando um curau todinho e sexta passada foi aniversário do namorado – almoçamos fora e fiz bolo de chocolate (não deu para aguentar a tentação!). 

Mas terça que vem encararei a balança sem medos!

Para dar uma atualizadinha, segue o Meme das Respostinhas…  Anônimo celébre, o Jornalista viajante e quem mais quiser responder, sintam-se à vontade. Só me avisem para eu poder ler!

*********************

1) Onde está seu celular? Não faço a mínima.

2) E o namorado? Trabalhando.

3) Cor do cabelo? Chocolate claro com mechas loiras

4) O que mais gosta de fazer? Ficar com a família, rir com meus amigos, blogar e ser jornalista.

5) O que você sonhou na noite passada? Que eu estava morrendo…

6) Onde você está? Em casa.

7) Onde você gostaria de estar agora? Trabalhando.

8 – Onde você gostaria de estar em seis anos? Apresentando algum programa de culinária/lugares/cultura.

9) Onde você estava há seis anos? Chorando porque peguei DP na facu.

10) Onde você estava na noite passada? Em casa, com amigas, filha e namorado cuidando de mim.

11) O que você não é? Magrela, segura e cuidadosa com a minha saúde..

12) O que você é? Baixinha, tagarela, geniosa, mãe e uma piada ambulante.

13) Objeto do desejo? Aliança de casamento conta? Rs* Um apê com espaço para nós 3 e mais dois cachorros.

14) O que vai comprar hoje? Água de coco, papel higiênico, absorvente, chocooky e fandangos.

15) Qual sua última compra? 2 calças jeans e 4 blusas.

16) A última coisa que você fez? Quando, ontem? Vomitei. Hoje? Tomei banho.

17) O que você está usando? Toalha.

19) Seu cachorro? Um dia será uma shitzu chamada Lolla e um labrador com o melhor nome ever!

20) Seu computador? Do meu namorado, Samsung.

21) Seu humor? Muda constantemente, várias vezes ao dia.

22) Com saudades de alguém? Sim, meus amigos de Santos.

23) Seu carro? um Polo, assim que for comprar!

24) Perfume que está usando? Docce&Gabanna light blue.

25) Última coisa que comeu? A única bendita bolacha de aveia e mel da Nestlé que parou no meu estômago.

26) Fome de quê? Fondue de queijo da Lili.

27) Preguiça de… ? Levantar da cama!

28) Próxima coisa que pretende comprar? Um apê.

29) Seu verão? O melhor de todos!

30) Ama alguém? Minha filha, eu, meu namorado e meus amigos.

31) Quando foi a última vez que deu uma gargalhada? Segunda!

32) Quando chorou pela última vez? Segunda.

Beijo, outro e tchau!!!

No meu ponto de vista, segredo é um dos maiores mistérios da humanindade. Todo mundo tem um, guarda um, guarda o do outro ou quer saber de um, Às vezes não guarda, mas mesmo assim fica sabendo. E aí quando se espalha… é aquela fofocagem, boataria que passa de ouvido ao outro cada vez maior, mais intrigante, mais surpreendente.

E ao mesmo tempo é angustiante: se o segredo é algo muitas vezes inconfessável você se pega pensando no que fazer com a informação; se é algo importante demais na vida de outra pessoa, você tenta ajudá-la sem saber como e como disfarçar isso.  Uma faca de dois gumes, nesse caso.

Às vezes é aquele segredo que faz bem para você, para seu ego: aquela transa maravilhosa que você guarda só para si,  aquele Jimmy Choo parcelado em 70 vezes, mas que é seu. Aquele olhar ‘arranca-roupa’ num dia que você estava meio para baixo, mas que seu marido mega ciumento nem pode desconfiar ou até mesmo um ex pelo qual você sofreu horrores te confessando (via MSN, e-mail) que você fez diferença na vida dele. Enfim, coisas dessa estirpe.

Mas o lado ruim dos segredos são os dos seus próprios, daqueles que só você sabe e que não confessa a ninguém pois reluta em consenti-lo, se nega a acreditar que possa ser verdade. E por vergonha, medo que se materialize, guarda só para você. Vez ou outra, durante surtos pseudo esquizofrênicos, sai a tagarelar com plantas, flores, bichos de pelúcia ou a fumaça do cigarro para ver se aquele nó, se aquela ardência que vive a trafegar pela boca do estômago, garganta, peito, córneas, desaparece, alivia ou te larga de vez.

É aquele segredo que embola no meio da garganta e você não sabe o que fazer com ele: se o vomita e põe tudo que conquistou a perder, se o engole junto com as verdades que te assombrarão por mais tempo que deveriam, se o leva para o túmulo quando morrer. Ou se vai vivendo um dia atrás do outro, jogando para o fundo do baú que é seu cerébro, tentando ficar menos quieta, menos incomodada, até parar de doer.

E enquanto não se descobre o que fazer, vai chorando sozinha esse amargor. No meu ponto de vista.

Postagens Antigas »