Tesão é tesão. Amor é outra coisa….

Ninguém nunca disse que  se relacionar é fácil, que existe a fórmula milagrosa para fazer cada pecinha dessa engrenagem de dar nó na cabeça do maior dos geeks,  funcionar. Aí surgem as revistas de fofocas com o segredo dos ‘famosos’ para saber como o relacionamento de 3 anos está dando SUUUUUUUPER certo. Aí vai um segredinho: só amar não basta!

Relacionamento de 3 anos os cambau! Relacionameno foi o dos meus avós, da minha mãe com meu padrasto, de algum raríssimos casais que vejo por aí… quer um exemplo melhor? Assista “Diário de uma Paixão” e você vai ter uma noção do que eu falo. Vivemos na constante busca desse amor que nos supra, nos faça gozar zilhões de vezes e conserte todos nossos problemas; esperamos a salvação montada num cavalo branco e paramos muitas vezes no primeiro lençol de procedência sabe-lá-Deus-onde.

‘Sem tesão não rola’, ‘tem que alimentar o tesão’…. tá, tá, tá! Tesão é IMPORTANTÍSSIMO – não sou hipócrita e usufro bastante da sensação – mas que tal alimentar o carinho, o respeito, a admiração, as coisas mais simples? Quantas vezes você beija seu namorado/marido/amante naquele beijos dos primeiros dias, daqueles que acendem todo o resto do seu corpo ou daqueles que acariciam e acaletam, que dão prazer só pelo toque úmido dos lábios e a mais deliciosa nojeira troca de cuspes? Mas o sexo continua firme e forte…

Idos de 2007  li um estudo de uma psicóloga, cuja a santa é da minha família, que concluía o seguinte: um dos primeiros sinais de que o relacionamento anda mal é ausência do beijo. Só não me matei de rir na frente dela pois adoro a primitcha. Pensei comigo mesma: ‘puta doida, só poderia ter estudado Psicologia mesmo…”. Difícil foi dar razão à moça… foram meses amargando o dissabor, a vontade de receber um beijo – já estava farta de ir atrás deles! Desde então, tomei essa parcela da pesquisa como verdade absoluta na minha vida.

E por experiência própria: tesão é tesão! Pegação, fudelança prazerosa all night long, rapidinhas sensacionais, são os buracos abaixo da linha da cintura que precisam ser preenchidos com dedos, línguas e paus. Se me aprofundar no psiqué aqui, posso dizer que é alma vazia, carência, problema de infância mal resolvido e afins, mas às vezes é só prazer pelo prazer… por favor, um brinde ao hedonismo!

Quando eu ainda tinha um P.A. achava o máximo quase nunca rolar beijo, eu estava ali por sexo. Quando já me descobri na paixonite pelo garoto – tá, é homem, mas ele sempre vai ser garoto porque eu me nego a envelhecer no papel também – morria de vontade de beijá-lo. Punha beijo onde desse para passar uma barata tridimensional, mas nunca, jamais, eu pedia um para ele. É engraçada essa comparação: tem dias que estou cozinhando e meu namorado chega e já peço um beijo, sem a menor vergonha. É tão natural…

O que me leva a mais louca das minhas conclusões:  sim, beijo tem muito a ver com amor. Eu passo minutos inteiros e seguidos beijando o Preto antes de dormirmos e toda vez que não estamos em público, nos atracamos naqueles beijos onde me sinto a Vampira do X-men. E se falta logo já solto alguma brincadeira e como resposta escuto que eu estou carente. Pá puta né?

Namoro/casamento/morar junto… qualquer relacionamento levado a sério exige muito da gente, da nossa disposição, da nossa dedicação, da nossa entrega, do nosso auto-conhecimento, da nossa paciência, do nosso limite.  São trocas e abnegações em busca sim desse amor que esperamos que nos faça melhores, não que nos salvem; que complemente, não que complete. Você precisa de tesão, de beijo, de abraço, de cafuné, de massagem, de risada, de colo, de conversa, de troca, de programas a dois, de tempo para vocês, de momentos com a turma, de momentos individuais, de balada, de respeito ao gosto do outro, de espaço, de compatibilidade, de força, de garra, de desarmamento, de confiança, de lealdade, de flertes inofensivos… porque estamos vivas também.

É preciso estar disposto a dar e receber tudo isso, não só fazer durar enquanto houver química. Porque aí não é amor, é tesão. E tesão é tesão e amor é outra coisa…

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