I. A.

No, no, no, nononooooo, no, no… não é Inteligência Artificial (embora pinte meu cabelo de castanho escuro para disfarçar a loirice de berço, rs*), mas a abreviação do Inferno Astral. E quanto mais perto fica a data do meu aniversário, sou envolvida mais fortemente nesse turbilhão – bem no olho do c* do furacão, para ser sincera!

E hoje acordei com saudades do que nem sabia que sentia e quando sentei em frente ao meu computador, li um texto que só fez aumentar a sensação. Quantas coisas aprendemos na vida? Quantas delas seguem para sempre? Quem te ensinou, foi lguém importante? Foi alguém que continua na sua vida ou foi só uma época bonita com um legado?

Tudo que sei – e sigo até hoje – eu comecei a aprender a partir dos 15 anos. Grandes lições, pequenas lições, mas todas ESSENCIAIS!

E assim fiquei, com saudades de algumas pessoas ao: acender o fósforo voltado para mim, assistir aos filmes dao Oscar, caminhar pela Paulista,  fumar,  comer salada,  tomar café com leite, cortar meu cabelo de uma forma bem diferente da anterior, bolar uma nova tatuagem, cozinhar com paixão, me olhar no espelho e acreditar que dias melhores virão, respeitar o sentimento do outro, falar a verdade sobre o que estava sentindo, ao desabafar, valorizar a família,  constatar que somos o culpado pela situação que nos encontramos, resolver sair dela, saber que tudo é questão de dedicação, assumir que minha essência não vai mudar… não importa quantas armaduras eu vista!

Queria poder dizer para cada um deles o que eles significaram, o que ainda significam. Porque esta semana resolvi dizer tudo o que eu sinto, antes que seja tarde. Antes que a distância se torne tão absurda que o caminho de volta não seja possível… Mesmo que Caio Fernando de Abreu diga “que uma palavra ou um gesto, seu ou meu, seria suficiente para modificar nossos roteiros. Mas não seria natural. Natural é as pessoas se encontrarem e se perderem. Natural é encontrar. Natural é perder.”.

Mas eu sempre fui teimosa…

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We are all born superstars

Hoje é o primeiro dia de fevereiro. Não tem como não fazer a contagem até o 13º (dia, não salário; embora já precise dele de novo, hahahaha!). E desta vez parece que o inferno astral pegou de vez, parece que acabou a fase do errar, do “mas eu só tenho 20 e poucos anos”, da loucura doce consentida, da imaturidade ainda permitida, da falta de preocupações… Tudo parece chegar ao fim, nas grandes proporções, com um peso tão grande, que me vejo mais como a menininha que estava prestes a completar 15 anos há bem pouco tempo!

Me pego pensando na insatisfação com meu trabalho, com meu corpo, comigo como mãe, como esposa. Me pego chorando as cobranças, as críticas que me dou e minha eterna voz alta que berra muito para fazer diferente, mas, no fundo, faz sempre igual.  Até ver um deficiente físico “caminhando” de muletas, até ver um senhorzinho distribuindo panfletos, até ler casos como da Isabela Nardoni, até assistir um programa sobre traições, até escutar tantas e tantas coisas que eu passei e superei. Eu poderia estar pior, mesmo. Mas eu também posso ser melhor… Por que deveria me nivelar apenas por baixo?

E daí se aos 30 eu sonhava desfilar na Mangueira, aprender tango, caber na calça 36 e falar árabe? A vida se desenrolou de outro jeito e minhas prioridades mudaram com ela! Hoje eu tenho uma família (e olha que não achava que teria!); hoje prefiro não viver à base de proteína e clara de ovo, justamente para poder comer comidas gostosas que a forma física cultuada me vetava; hoje prefiro fazer os esportes que me trazem prazer do que aqueles que me deixarão super magra; hoje trabalho em um lugar que eu amo e onde eu quero CRESCER!

É clichê, eu sei, mas a mudança que queremos ver tem que começar com a gente mesmo! Como ser reconhecida? Como saber que estou criando minha filha bem? Como me tornar uma pessoa agradável e gentil para se ter por perto? São as perguntas que tem em deixado acordada durante noites, são metas que tracei e é isso que desejo para os 29 anos: a capacidade de me surpreender. Não com a vida, mas comigo mesma! Não quero pensar “diante do que você passou, você se saiu muito bem!”. Isso já foi, isso pautou minha vida até aqui. Eu quero outra história, melhor escrita. Quero ser o melhor que eu posso ser, pois assim conquisto o que acredito merecer!

E como eu vou fazer isso é o que pretendo descobrir enquanto o inferno astral me obriga a olhar mais para mim mesma…

“I’m on the right track, baby, I was born to survive// Don’t hide yourself in regret just love yourself and you’re set // I’m on the right track, baby, I was born be brave!”