Eu quero, eu posso.

Ok, a crise do 1/4 de século já foi.  O aniversário que chega, me aproxima de uma idade que as mulheres – e eu – costumam surtar: os 30. Uma vez fiz um meme respondendo tudo que eu queria realizar antes dessa data.

Isso foi há dois anos e de lá para cá muitas, MUITAS coisas aconteceram. Eu ia refazê-lo, mas hoje – tomada de uma inspiração celébre – resolvi não planejar o que quero fazer antes dos 30. Mas sim, os meus 10 objetivos para o período dos 26 aos 27 anos (como disse 4 posts atrás, é no aniversário que cada um inicia seu novo ano).

Aprendi que a vida precisa ser traçada em planos, metas, para darmos uma orientação nos nossos passos, mesmo que esta viva nos surpreendendo. E que em um ano pode-se realizar muito e aprender demais.

1) Ser uma profissional melhor. Focar mais no trabalho, mais no que ainda tenho para aprender aqui dentro; melhorar minha dicção, minha postura e minha digitação. Melhor profissional chama melhores oportunidades. E a gente também ama um salário maior.(e estou escrevendo isso no meio do expediente… olha o exemplo!)

2-) Voltar a morar com minha filha. Somente quem é mãe entende o quanto essas criaturinhas fazem falta na nossa rotina. Ter que deixá-la com o pai, embora ele seja um ótimo pai, foi, acredito, a coisa mais difícil que já tive que fazer na vida. É por isso que o primeiro item da lista, vai no topo. Disso depende todo as outras 9 metas…

3) Cuidar de mim e da minha saúde. Que ela nunca foi lá grande coisa, todo mundo sabe. Mas de novembro para cá uma sucessão de desmaios, dores de cabeça, enjôos, dores abdominais e tremedeiras se apossaram do meu corpo. Então, resolvi investir em plano de saúde, consultas médicas, boa alimentação e exercícios (até porque preciso ficar bonita  e aprender a dançar samba rock e tango né?).

4) Investir mais em cultura. Tá, eu amo stand up comedies, dançar e ir ao cinema. Mas sinto que preciso ver mais filmes de artes (vide Fairy), ir em mais peças, mais lançamentos de livros e em exposições. Também  quero retomar a leitura dos Clássicos (lista Fnac) e escutar meus cd’s de jazz mais vezes. Ah sim, ler/ver mais jornal também não mata!

5) Fazer curso de inglês. Eu falo bem, embora minha pronúncia não seja um primor, escuto muito bem, escrevo e leio na medida do aceitável. Mas quero realmente me aperfeiçoar nesse Língua. Depois partiremos ao espanhol. 

6) Fazer um curso ligado à aréa. De preferência com a Internet ou televisão, ou os dois juntos! Descobri que eu gosto muito de gravar, produzir e editar matérias e apesar de trabalhar em um site, não entendo quase nada de Internet. Não é só melhoramento, é necessidade!

7) Renovar meus documentos. Meu RG está velhinho (e perdido em caixas) e minha CNH vencida. Fora que eu ainda não tenho passaporte. Então O Poupa Tempo que me aguarde! 

8) Parar de gastar compulsivamente. E fazer melhores investimentos. Eu gasto $ desenfreadamente, não posso ver nada que eu ache que vai ficar lindo na minha filha, que meu amigo vai amar ou que eu ‘preciso’ ter, que saio gastando sem me preocupar com o depois. Selecionar melhor como gastar, me permitirá comprar coisas melhores e economizar para o meu projeto de longo prazo.

9) Viajar. Não, nada de viagens grandiosas demais. Essas pequeninas aos finais de semana, para descansar ou me divertir . Existem muitos lugares que quero conhecer e  são relativamente perto: Campos do Jordão, Maresias, Ilha Bela, Rio de Janeiro, Curitiba, Serra Negra, Ribeirão Preto,  Marília. Uma ou outra pousadinha que me pareça aconchegante para ir com minha pequena, meus amigos ou alguém especial. 

10) Amar MUITO e ser correspondida.

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Vou aproveitar e listar 10 presentes também… 

1- Sapato. Peep toe. Vermelho. Salto agulha. Nº 36.

2- Óculos. Retrô. Marrom. Ou vermelho. Ou branco com lente degradê.

3- Chapéu. Fedora, sempre. Preto. Ou chumbo. Liso. Ou risca de giz. Tamanho M.

4 – Colares. Ou brincos. Ou anéis. Ou pulseiras. Simplesmente amo essas coisas.

5 – Bota. Estilo cavalaria. Caramelo. Número 36.

6-  QUALQUER roupa da Zara. Blusas e casacos 42-44. Calças 38. Vestidos P.

7-  Mural de fotos.

8 – Presentes significativos. Algo que me faça lembrar uma particularidade da pessoa que me deu.

9 – A  presença das pessoas que mais amo na minha comemoração.

10 – Esse só VOCÊ pode me dar…

AMIZADE

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Não, nunca foram palavras que me faltaram. Essa, aliás, foram o começo de tudo. No entanto, se, como dizem, uma imagem tem maior valor, não nos falta nada mais.

Quantas vezes, naquela fatídico ano, suas palavras me salvaram. Quantas lágrimas derramei, esperando suas cartas, imaginando que só você fosse entender toda a agonia que vinha na minha alma. Vomitava a tristeza, juntamente com a pouquíssima comida que ingeria – no ápice da  minha busca por ser aceita, desenvolvi todas as ‘ias’ possíveis –  quando ou você me consolava, ou quando eu sabia que você sofria também. Entenda-me, eu nunca quis seu mal, mas era aceitável então que ao saber do seu pesar, eu encontrava alguém que partilhasse minhas dores… tão diferentes, tão iguais.

Dia a dia fui juntando tudo numa caixa e até hoje, onze anos depois, secretamente, recorro à elas para saber mais de mim, tentar entender. E saber que o que sou hoje, nasceu ali, daquele meio, daquela podridão humana que me joguei, é um tanto reconfortante. Sempre você, me salvando de mim mesma, me resgatando das más companhias, cuspindo verdades na minha cara, me puxando pela mão quando todo mundo já havia desistido.

Acredito que, mesmo assim, ainda tenha partilhado pouco da sua jornada. Pois ou eu sabia de algumas coisas mais tarde, ou você calava. Engraçado como você sempre escutou mais, chorou mais em silêncio. Meu contraponto, você é quem soma na minha vida. Talvez eu não estivesse sempre ao seu lado, segurando sua mão, bebendo nas baladas, rindo das piadas, compartilhando fotos divertidíssimas. Todavia,  nossa amizade está acima dessas coisas, sabemos.

Não há nenhuma novidade em nada disso: eu, você e nosso seleto grupo social, todos nós sabemos disso. Há mais uma coisa que demorei para contar. Quando minha vida saiu um pouco mais do trilho, quando tudo o que eu queria era sumir de uma vez, foi você – mais uma vez. Devo a sua amizade por estar viva, pela Manu estar aqui, por eu poder desfrutar a dádiva de ser mãe, de ser mulher, ser jornalista e ser muito amada. Você nunca soube, mas suas palavras nos salvaram.

Vivemos tudo e tanto, tão intensamente. Intensamente, aos extremos. Fossem amores, vitórias, conquistas, decepções, tristezas, dores, poemas, gargalhadas, encontros, reencontros, nossas personagens, nossas histórias, minhas mentiras e verdades necessárias. Só brilho reluzentemente no palco da minha vida, pois você está ao meu lado, de mãos dadas, segurando fortemente.

Meu coração é cheio de amores, cheio de caprichos, vontades e retalhos, você bem sabe. Não te carregaria ali, jamais. De tantas reviravoltas, você é  minha certeza, sempre foi. Minha vida, como eu me vejo sendo alguém, surgiu quando você apareceu. Nenhum amor, nenhuma amizade, nenhum laço de sangue ou familiar, me foi tão forte como você se mantém.

Antes de todos, você. Acima de qualquer um, você. Eu amo além. Além do que falo. Além do que conto. Além do que exponho. Além do lugar comum.

Eu amo nas extremidades, que é de onde viemos e onde estamos. Para onde vamos? Não sei! Mas vamos juntos, sempre. Seja pelo amor ou pela dor…

Ps.

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“Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.
A alma é que estraga o amor; as almas são incomunicáveis.
Deixe o teu corpo entender-se com outro corpo, porque os corpos se entendem, mas as almas não.”

Ao menor contato da sua pele, meu corpo estremece em ondas e revoltas dignas de tsunamis. As pontas dos seus dedos percorrendo minhas costas,  arrepiam meus sentidos e tudo é torpor.

Enroldo-me nos seus braços, encosto meu rosto no seu, inalo seu perfume, eriço minha coluna e iniciamos o compasso de uma dança sem fim; marcada por diversos ritmos, passadas e contrapassos.

Nessas horas, e em tantas mais, não quero nada além do seu corpo, além do contato das suas mãos e as músicas cantadas ao pé do ouvido. Seus vocês… a alma, a essência, o âmago, o lado B, eu sei.

Os fatos, quando devem acontecer, encontram seus próprios meios. Relutância inválida, temor desnecessário, negação desperdiçada… o futuro é incontestável; caberá a nós o que há de vir.

Dizia Shakespeare que não se deve cantar a felicidade, pois a inveja tem sono leve.  Então eu a danço; embalada nos seus braços, guiada pelos seus olhos, compenetrada no seu sorriso…

Em 10º, com louvor

Bom, eu não tenho o costume de fazer posts dessa maneira… só expondo minha vida e ideias malucas  mesmo, rs*!

Quando comecei o blog, por insistência de um grande amigo,  não tinha pretensão de coisa alguma. Apenas desabafar, expor  minhas teorias sobre bizarrices humanas e aproveitar para sanar a frustração de nunca ter escrito um livro.  Ou de não ter a genialidade da Fernanda Young. Ou do Nelson Rodrigues.

Enfim, muito me surpreendeu quando descobri minha indicação no Best Blog Brazil 2008, num dia que eu e minha editora votavámos no Bem Resolvida (parceira do Portal)… e a ***** me indicou!

Eu descobri isso dois dias antes do final da votação – que começou dia 26/12 e terminou dia 15/01 –  e pedi que meus amigos votassem. Sim, eu tive 46 votos e fiquei em 10º lugar na categoria Sexo (?), mas para mim significou muito, muito mesmo.

Conheço blogs bem melhores que o meu, que são mais profissionais, que as pessoas se dedicam mais… mesmo assim, me surpreendi. Mas amei! Obrigada quem votou, quem veio conhecer, quem citou, quem ‘plagiou’… me diverti bastante. Pela primeira vez senti o efeito Internet que todos falam. É espantoso mesmo.

Parabéns a todos que participaram, especialmete para o Manual do Cafajeste (grande vencedor), que, por sinal, é um blog que acompanho e adoro. O blogueiro é genial…

E vamos ver né? Quem sabe, quem sabe!!!

Beijo_outro_tchau!

 

Ps: Grande Amigo, se ainda não disse… esse mérito é tão seu quanto meu!

Meu Revéillon particular. Ou a TPM dos 30 dias

Existe um período na vida, para aqueles que acreditam, chamado de “inferno astral”. São os 30 dias que antecedem o aniversário, portanto, mundo prepare-se: o meu começou dia 14 e segue até meu aniversário – com ápice no dia 12!

Era o que eu sempre acreditei, piamente, ao longo desses quase 26 anos. Era o que estava pronta a acreditar dessa vez também… mas o último ano veio cheio de lições que eu precisava e a melhor foi que eu não devo escutar NINGUÉM que deseje moldar como eu devo me sentir, agir ou pensar.

Dia 13 cheguei até a anunciar para meu amigo que ele ia sofrer – talvez esteja mesmo pois estou na TPM de costume – mas ele não vai. Ou qualquer outra pessoa, sobretudo EU!

Paz de espiríto é uma atitude, um estilo de vida, não uma condição externa. Eu posso reclamar do meu emprego, mas prefiro me lembrar que tenho um; posso reclamar da falta de dinheiro, mas prefiro ir atrás dele; posso reclamar que engordei, mas prefiro me lembrar que estou ficando saudável; posso reclamar dos ‘amigos’ que se foram, mas prefiro – mil vezes – agradecer pelos poucos verdadeiros que tenho.

Posso reclamar da minha família, mas prefiro o aconhego da família paulistana; posso reclamar de certas situações que me magoam, mas prefiro lembrar que tenho alguém que me ama; posso reclamar das saudades imensas que tenho da minha filha, mas prefiro chorar um pouco para aliviar o peito e investir no nosso futuro…

Poderia reclamar de tudo que aconteceu, do que as pessoas fizeram, mas resolvi ter PAZ DE ESPÍRITO! Não quero saber do ano passado, das pessoas passadas, de situações passadas, dos erros passados. Minha vida progredi;, meu pensamento, meu comportamento, meu foco, meus sapatos, minhas roupas e até meu cabelo mudaram. Sem medo de dizer que tudo para melhor, pois mesmo que digam o que queiram, eu  – e quem me importa – sabe que mereço, que fiz por onde.

Em meio a tudo, derrubei muitas, inúmeras lágrimas; perdi sangue, sono, apetite, quilos e medo. Ganhei  gastrite, anemia, stress, saudades,  novos colegas, uma nova família, novos conceitos, jabás, coragem, experiência, profissionalismo e reconhecimento. Ganhei mais, muito mais: ganhei o que sempre pedi! Veio diferente de como imaginava, mas veio do jeitinho que sempre sonhei…

Acredito que nosso Ano Novo começa no aniversário, que cada um tem seu dia e seu tempo para reavaliar, pesar tudo que passou, planejar o que virá. Vivi ao acaso e continuo sem paciência para estratégias, mas se eu jogo, melhor aprender certas regras. Eu não quero mais pedir desculpas… estou vivendo minha vida do jeito que acredito ser melhor para mim e para as pessoas que estão ao meu lado. Se por ventura alguém não entender, azar. Eu vou lutar por mim, pela minha felicidade… não doendo a quem doer, mas se ela incomodar, o azar também não é meu.

Porque é o pensamento positivo, a força interior, a capacidade de adaptar-se e a persistência que me levarão onde almejo chegar; não são as aintrigas, as fofocas e as más companhias. Inferno astral é para quem escolhe vivê-lo, assim como, já disse, viver em paz consigo mesma… você faz suas escolhas e suas escolhas fazem você!

E quando você opta por um caminho, o segue até o fim, sem olhar para trás. Pois não importa que se possa mudar o rumo, você foi mudado durante o percurso. Nada, nunca, jamais, será como era antes.

É por isso que aprendi a acreditar no que sou capaz, onde ainda chegarei, o que vou conquistar. O que e quem serei… e quem estará comigo nessa jornada. Meu hexágono perfeito, de que forma for; minha criação e EU, que nunca, NUNCA MAIS vou abandonar…

E que venha, então, a porra do 13 de fevereiro!