… até que se prove o contrário

Já me disseram que eu jamais deveria escrever sobre relacionamento, pois afinal o que sei sobre isso? Eu acho que não devo discordar dessa corrente de pensamento, mas não quer dizer que não tenha conhecimento algum…

Por bem ou por mal, aprendi bastante – fossem minhas experiências maldosas, fossem estas sentidas na própria pele. Acredito que toda pessoa deve ter uma “teoria do amor” que seja válida… obviamente eu não ficaria de fora.

O fato de ficar nos bastidores – criada com um bando de irmãos e ter conversas extremamente francas com amigos e meu pai – me deu um feedback  excelente. Pena que seja uma faca de dois gumes: ao mesmo tempo que me previno, sei do que somos capazes.

Eu desconfio. O tempo todo. Não acredito em lágrimas, em juras, em amor perfeito – mas acredito no poder de argumentação dos mesmos. As lágrimas são recursos bem femininos (embora já tenha me deparado com homens assim), mas capazes de MUITA coisa – quase tanto quanto o sexo. Um amor não é, nem nunca será, perfeito, porque toda relação tem altos e baixos, em algum momento de frustração um dos dois vai olhar para o lado e até deslizar. Simplesmente porque somos humanos, suscetíveis às falhas. Quanto às juras… esse é um campo extremamente delicado e letal. É impossível não se comover quando o ser amado te olha no fundo dos olhos, sorri, lhe promete lealdade, fidelidade e felicidade… é preciso ser alguém muito filho da puta para desconfiar disso tudo, mais filha da puta ainda para usar tal artimanha – e eu já vi os dois lados!

Outro item para ser colocado em xeque: mimos em excesso – e isso inclui, carinho, presentes, dedicação. Se a pessoa, mesmo que já seja carinhosa, te presentea demais, está fazendo TUDO para te agradar, é certeiro: tem culpa no meio dessa ilusão de felicidade absurda! Quem nunca ouviu a avó/mãe soltar a seguinte frase:”desconfie do marido que te dá muitos presentes”? Desculpem-me, mas é verdade (e vale o inverso também).

Mas e daí? E daí que nada disso importa, na verdade! Importa o que você sente, o que é capaz de suportar. Escutei uma frase muito verdadeira no fim de semana passado: “todos falam antes só do que mal-acompanhado, mas a verdade é que vivem mal-acompanhados com medo de ficarem sós”. Pessoalmente acredito em situações e situações… às vezes você tem um relacionamento maravilhoso e descobre que o cara te traiu… vale a pena jogar tudo para o alto por causa de um erro?

O que eu sei é uma única coisa:  não confunda a mensagem com o mensageiro; não importa quão descrente alguém (tipo eu) possa ser, acreditar que, apesar das falhas, existe amor ainda é a melhor maneira de viver. E tenho dito!

O porquê do outro

É fácil acharmos textos, músicas e poemas dissertando sobra a beleza do amor, do relacionamento, basta procurar no Google e encontraremos milhões de páginas sobre isso (Resultados 120 de aproximadamente 31.200.000 para amor ). Mas sabemos que o dia a dia é diferente, que requer muito de paciência e dedicação, que não é tão belo assim.

Mas pior que essa omissão, é o fato da enxovalhação ao amante e à sua necessidade! Sim, sambistas – esses malandros cariocas – já musicaram sua adoração pelas amantes deles, mas vem cá, e a mulherada da MPB? Alguém já escutou uma música desse tipo?
Até hoje muitas mulheres mascaram esse desejo, guardam como se fosse pecado. Mesmo que não exista um OUTRO real – apenas em fantasias pensadas – são poucas as que confessam a necessidade de experimentar uma novidade.

EIS A QUESTÃO!

Pois bem, surge essa figura distinta que vos escreve, para detalhar cada parte dessa face “obscura” do ser humano e de como ela realmente faz parte de cada uma de nós.

Dado meu conhecimento na área, explicarei a NECESSIDADE do OUTRO na vida de nós, MULHERES! E de como isso melhora nossos relacionamentos, inclusive.

Primeiro é necessário entender que lealdade e fidelidade são conceitos diferentes. Você pode ter outros – fisicamente, virtualmente ou em pensamentos – mas nada de espalhar por aí. Isso seria desleal com seu parceiro. Mas se você quer provar desse fruto porque já cansou do namoro/casamento, seja direta e conte primeiro para o seu OFICIAL, depois para suas amigas. Discrição é palavra –chave, até porque quem come quieto, come duas, três, quatro vezes…

Sabe, mulher só não se prende a relacionamentos quando já não gosta mais da pessoa. Fora isso, a grande maioria até segura as pontas, mesmo que esse esteja um pouco desgastado.Então o OUTRO aparece como meio de salvação, verdade!

O amante é aquele cara que vai te consumir com desejo, tesão, fúria… nada de comida requentada, cruzes! Quando você come muito em restaurante, começa a sentir saudades da comida caseira, daquilo que você conhece, gosta bastante e então passa a revalorizar tal comida de forma desigual. E isso pode salvar o relacionamento.

Quando se namora um cara ou MUITO gato ou MUITO galinha, nada como a poupança de chifre (como explicaria melhor a minha amiga que hoje mora na Suíça): você sai se divertindo por aí – não esqueça da discrição – e se algum dia descobrir algo do seu amado, o impacto da dor será menor pois você já se vingou.

Quando o stress, cansaço, o cara se acomodando, começam a pesar, PUM: arruma outro! Dessa forma você se sentirá mais valorizada, mais bonita, mais feliz e mais resolvida. Sem contar que mulher bem-comida fica com o ego lá em cima, de tão alto é capaz até do mala se prender mais em você e voltar a ser o que era.

Tendo atingindo seus resultados, abandone o OUTRO, para não correr o risco dele virar o OFICIAL. Que fique claro que o OUTRO só serve para essa função! Ele é que você vai procurar nessas situações, ou até mesmo para beber uma cerveja e bater um papo. Porque ele te diverte, não existem complicações, compromissos, obrigações… apenas entretenimento!

Agora se o seu caso é não conseguir manter-se com apenas um, não há nada que possa dizer. Você sabe até mais do que eu e desperdiçou seu tempo lendo tudo isso!

Para sua namoradinha:

“Olá QUERIDA, como você tem passado? Acredito eu que muito bem, achando ser a pessoa mais feliz desse mundo, afinal você é bonita, magra, tem cabelo comprido, olhos claros, estuda, trabalha e tem o namorado mais LINDO e PERFEITO do mundo!

Antes que passe a me conhecer como portadora de más notícias, faço-te uma proposta: façamos dessa uma carta reversal! Você pára de ler nesse exato ponto e não saberá que te contei nada ou você continua e assistirá meu rosto contorcer-se num sorriso iluminadoramente débil.
Ok, você optou por continuar… depois não diga que não avisei!

Você, graças a Deus, não me conhece. Graças a Deus, pois se nos conhecêssemos, seríamos amigas e esta carta jamais existiria. Ali na cama, logo à frente, está repousando a pessoa que você chama de “SEU“: o homem que você quer passar o resto da vida ao lado, que te faz feliz, que te mima, que te ama, que faz amor com você de uma maneira linda.

FLOR, eu tenho um segredo sobre ele: com o perdão da palavra, ELE ME COME!

Meu Deus, mas quando isso se afinal vocês estão sempre juntos, não é verdade? Mas e quando ele a deixa em casa e vai dormir? Ou quando o celular está desligado? Ou até mesmo um jogo de futebol de última hora? Como você mesma pode ver, tenho vários “nomes”. Aposto que você acabou de me dar mais um. Tudo bem, faz parte desse jogo…

Não o culpe benzinho… peço até que o perdoe se você chegou até esse trecho. Ao contrário do que possa pensar, quero sim que vocês sejam felizes e ele, sem sombra de dúvidas, TE AMA! Não é por maldade, você simplesmente não o satisfaz sexualmente. Também não se martirize, a culpa não é totalmente sua; você foi criada numa sociedade MACHISTA e HIPÓCRITA, onde nossos pais – e principalmente nossas mães – apontaram os “certos” e “errados”. E assim, como a boa filha que eu acredito que a senhorita seja, apenas optou por ser a menina correta, polida, que todos gostariam de apresentar ao pai.

Enquanto somos ensinadas a fazer amor com o homem que amamos (e assim fazemos pouco), os espertalhões saem à procura daquelas que topam tudo: aquela trepadinha no elevador, no carro, numa rua deserta, em local público, tanto faz. O negócio é consumir todo o fogo que nos ataca e não sentir nenhuma culpa!

A revolução sexual feminina pôs um fim nisso: sexo igual para todos, pois se eles podem, nós também. Acontece, MINHA LINDA, que ainda existem muitas de você por aí, assim como o número de “mims” aumenta também. É certeiro: você não quer, tudo bem, tem quem queira! Assim como também é certo que ele não vai trocar você por esta figura que vos escreve, já que nós só queremos SEXO SELVAGEM!

AMIGA, vou te dar um conselho: seja um pouco mais vadia, ouse mais. Às vezes não existe nada melhor – com o perdão da palavra again – do que ser fodida! Talvez você perca o namorado (sim, eles se assustam com namoradas assim), talvez não. É um risco, 50% pra cada lado, mas não me dei o trabalho de escrever isso para decidir por você, apenas quis te mostrar a vida como ela é…

Eu mesma, talvez, seja contemplada com esses belos adornos cranianos, afinal enquanto a luz irradiada do monitor e o cigarro queimando sozinho no cinzeiro, que peguei na formatura do meu melhor amigo, me fazem companhia nesta madrugada que escrevo sua carta,o que o meu namorado estará fazendo? Nunca se sabe, mas tampouco dou a mesma margem que você dá. Mas se isso acontece, ele deve ter os motivos dele – afinal eles SEMPRE têm uma desculpa!

Talvez agora tenha surgido um pequeno sorriso de satisfação no seu rosto, afinal eu posso ser você, correto? Salvo algumas diferenças primordiais, óbvio… sou ###### *******, quem é você mesmo?

Mas é fato que as vantagens de ser namorada ainda são maiores que as da amante. Ele dorme abraçado com você depois do sexo – ao invés de simplesmente fechar o zíper da calça jeans, dar um abraço e falar que assim que der, liga – ele desabafa, divide sua vida, faz planos.

Eu sou a pessoa para quem ele vai ligar quando o namoro estiver abalado, o self-service da madrugada, aquela transa SENSACIONAL, a fuck buddy da lista secreta na agenda do celular…

Poderia ficar triste com isso, mas enfim: EU AINDA SOU UMA TREPADA BEM MELHOR QUE VOCÊ!!!