A dor é temporária, o orgulho para sempre

 

Um relacionamento quando acaba (bem como a amizade) é triste! Mesmo aqueles que duram pouco ou não despertaram o amor… como naquela música do Skank: “uma lágrima de adeus, só porque é triste o fim!”, ou algo do gênero! Enfim, mas triste que acabar um namoro, noivado, casamento e afins; ruim mesmo é quando a gente percebe que o AMOR ACABOU!

Não esse amor que a gente acha que sente, mas AQUELE! AQUELE que sentimos, vivemos, curtimos como se cada dia ao lado do ser amado fosse o último, como se não houvesse amanhã. AQUELE que te ensinou coisas maravilhosas, fez seu mundo ser melhor, um lugar melhor para se viver.

AQUELE que não te fez cometer loucuras, mas te consientizou que para viver esse sentimento não precisava de loucura nenhuma, apenas sentir. AQUELE que era seguro, sólido e confiável: o que eu chamo de AMOR DE VERDADE, o que um dia julguei ser AMOR PARA A VIDA INTEIRA.

A verdade é uma só: até esses acabam! E como é triste…

Mas não falo do amor que acaba “de uma hora para outra” – pois na minha opinião isso nem um dia chegou a ser amor – mas daquele que definha mediante às cirscunstâncias. Seja a distância, a solidão a dois, desgate, incompatibilidade, o que for.

Pois quando acaba é uma sensação de vazio, ausência de si mesmo, surrealidade, não sei! Sim, as lembranças sempre estarão lá, isso ninguém apaga mesmo! Entretanto, elas – com o tempo – se desconfigurarão, se confudirão, mas o que fazer quando queremos mais que abstrações?

Quando queremos dar mais um beijo na bochecha direita ou sentir o calor da mão dele sobre o corpo? Nessas horas do que adiantam lembranças??? O QUE FAZER COM ESSA PORRA DESSAS RECORDAÇÕES??? Pois se elas não se apagam, uma hora viram martírio. Queria ter uma penseira, errorex mental, tanto faz!

A gente pensa em tudo que viveu… não precisa ser amor de anos, basta ser amor de verdade! E relembra, e pensa, e lembra das coisas boas e percebe que não faz diferença! Um oi aqui, outro ali e assim vai… vai indo pro espaço! Pois perde-se também a companhia, a amizade e nesse estágio é ALTAMENTE perigoso, embaraçoso e confuso continuar como amigos. E talvez o passar do tempo tampouco faça com que essa amizade aconteça…

Pena mesmo ter aprendido dessa maneira que aquilo que julgamos ser ETERNO, não foi, nem será…
Não sei dizer os motivos, mas não amo mais! E sei que amei e fui amada. No entanto acabou, para nós dois! Não é alarmante, é real, mas deixa uma certa esperança que não deveria existir, não há direitos de haver!

Tenho as lembranças, espero tê-las por muito tempo. Foi intenso, eterno enquanto durou… fui FELIZ DE FATO, FELIZ DEMAIS, mas ACABOU, enfim!

A vida continua, as coisas mudam, inclusive o sentimento, e seguimos.

 

Cause I don’t believe in anything…

… and I, I wanna be someone to believe, to believe, to believe,yeah” – Mr. Jones, Counting Crows
Nos meus finais de semana – quando tiro folga do serviço doméstico – assisto o maior número de filmes que consigo – sejam alugados, “Sessão da tarde”, “Tela quente”, sessão da madrugada, o que vier. E como tenho uma mãe que ama histórias BEM românticas, acabo entrando na onda.
Deparei-me com uma película (juro, não lembro o título) em que o casal é separado por escolhas pessoais, estudantis, profissionais, acabam conhecendo outras pessoas e cada um segue sua vida. Bom, nada diferente do que acontece com a maioria dos casais na realidade…

O que me intrigou na verdade é que muiiiiiiiitos, muitooooos anos depois eles se reencontraram e voltaram a viver aquela linda história de amor interrompida como se a sabedoria juvenil tivesse desatado quaisquer laços e como se os amores de depois não tivessem existido. Então eles viveram mentiras? Não amaram as outras pessoas de verdade?

Saindo do rolo de 8mm… quando pode-se ter a certeza de que um amor terminou? Paixões reacendem? Ou nunca terminaram? Como, quando, onde e por que ressurge, como se tantos e tantos anos não tivessem mudado cada indivíduo?

Pergunto-me por qual razão um amor assim, que supera anos, família construída, foi então posto para escanteio. E não entendo! Da mesma forma que não entendo porque ficamos mais agressivas e sensíveis- também – na TPM, porque o preço do cobre interfere no preço da celulose, porque o fundo de ações vai bem quando a Bolsa está mal, porque as baratas sobrevivem à bomba atômica, mas se espatifam na primeira chinelada certeira, porque homem é hipócrita,etc. – pois não entendo tantas coisas…

Tentar me explicar que existem diferentes tipos de amor seria perda de tempo. Não sou xiita e sei que tem amor de pai, de amiga, de família, de objeto, mas amor de casal não tem como ser diferente! Não existe meio amor, amo mais que a outra. Existe diferentes formas de expressar amor, existe tesão, paixão, carinho, querer bem… mas amor é amor.

Indigno-me sim! Pois quando não se tem fé nas pessoas, é preciso ter crença em algo. Pois só dá valor a isso, quem foi ludibriado. E se acharem que estou loca, experimentem viverem o outro lado.