CSAC: a Dona Aranha subiu pelo espelho…

Não, não era uma coisinha nada simpática como essa da foto, nem mesmo uma inexpressiva papa-mosca!

Eis que após sair do meu novo trabalho, dei um pulinho na Renner da Paulista… afinal sou uma pessoa que resiste bem a uma vitrine cheia de novidades! #NOT Aí encontra uma calça social daqui, uma camisa acolá, o jeans flare maravilhoso e mais um suéter; nada mais justo que sair correndo para o vestiário. Entre uma prova e outra, no meio da felicidade de algumas calças 38 fecharem misturada ao descontentamento com o reflexo do meu corpo, veja oito patas negras aparecerem no espelho e um corpo emergir, listrado de branco. Não bastasse o susto ter uma aranha bem ali, olhado meu corpo despido e disforme, quando ela aparece por inteiro, dou um berro gigante!

Cacete, o corpo dela era do tamanho da moeda de Rs 1!

Não pensei duas vezes: saí gritando pelo vestiário, meio pelada, meio vestida, descalça, com todas as roupas emboladas na mão, bolsa, revista e fui até a entrada avisar alguém. Sabe a entrada que dá de cara para o restante da loja? Estava eu ali, histérica, falando praticamente de uma Aragogue, coberta apenas por uma camisa social (que não levei!).  “Nossa, que louca, maluca!” você deve estar pensando, mas melhor isto do que isso:

Aliás, não levei roupa alguma… e o medo de chegar em casa e ter uma aranha marrom ali dentro? Depois de fazer uma funcionária checar outro vestiário, me arrumei, fui para o departamento de sapatos e tive uma feliz surpresa (ainda bem, para compensar né?): achei o Oxford mais lindo do mundo! Quase saí na mão por ele, só tinha um número 36, e claro que levei – não ia deixar duas sem noção de se vestir, comprarem MEU sapato apenas porque elas acharam “fofinho!

Enquanto escrevo, rindo disso tudo, balanço meus pézinhos feliz da vida por essa experiência cheia de fobia!

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Um brinde à Bruna Surfistinha

Atualizando meu Reader, me deparei com (mais) um brilhante texto da minha querida Gisela Rao, em seu blog Vigilantes da Auto Estima.  Suspeita não sou, afinal a mulher tá aí no mercado há anos, escreveu e dirigiu revistas, portais, tem livros publicados… mas enfim, o tema me interessou por falar da Bruna Surfstinha. Quando comecei minha carreira, e tinha como chefe a Gí, eu gravei duas matérias com a Bruna. E mais do que isso: passei horas ao lado dela, escutando, absorvendo, conhecendo, aprendendo. Eu me diverti horrores!

Bruna e Eu, em agosto de 2008.

Eu não sei quem aí leu os livros ou assistiu ao filme (que super recomendo e se ainda não deu, vai dar um tapa na cara de muita gente), mas logo no início aparece um  ocorrido na escola e que fez com que os colegas de classe a descriminassem. Muitas mulheres “tiveram a sorte” de serem as santinhas e de não passar por essa apurrinhação. Mas qual garota, mais “foda-se para o que pensam, quero ser feliz”, não foi tachada de puta, galinha, vagabunda? Não só pelos homens, mas principalmente por mulheres, pelas tais santinhas. E são essas as mais recalcadas, travadas, mal amadas por si mesmas que procuram os conselhos, que voam em cima dos livros, da própria Bruna ou de qualquer informação que possa fazer com que elas se sintam mais sexualmente desejadas pelos seus parceiros. Algo como joga a pedra na Geni depois de ela ter salvado a cidade inteira, sabem? Uma hipocrisia nojenta e sem tamanho!

“Eu fico me perguntando o que incomoda mais na gente: o sucesso alheio ou o fato dela nos lembrar o quanto ainda somos sexualmente travados? Na minha opinião, os dois. Na opinião do jornalista Larry Rohter (“Aquela que controla seu corpo pode irritar seus compatriotas”) é mais a segunda opção. Para ele, que estuda o Brasil há anos, as mulheres brasileiras têm essa fama de sexy, mas ainda existe muita inibição, desconhecimento do corpo, e certas travas (… clique aqui para ler na íntegra)”

Qual é a semelhança em fazer sexo por dinheiro ou a torto e a direito porque gosta? É um choque, é moralmente vergonhoso! Vergonhoso para quem mesmo? Ah, quase me esqueço dos falsos moralistas, dos hipócritas e das recalcadas! A verdade é que se fosse fácil encarar o preconceito, a pressão, ser prostituta seria fácil (e aí, para que faculdade, né?)…  ser “puta” também! Uma mulher que explora um talento nato, ou que faz o que gosta, não está impune das conseqüências que a sociedade impõe. Não prego aqui que todas devem sair transando com o primeiro que aparecer apenas para chamar a atenção, mas se for o que você quer fazer, o que você gosta de fazer, vá em frente… o que te impede?   Eu já fui, me arrisquei, experimentei, gostei, repeti inúmeras vezes; sofri represálias, perdi possíveis namorados, já fui chamada de tudo que é nome… e quando olho para trás, não posso me sentir mais feliz por ter vivido, descoberto, sentido (amor, prazer, luxúria, dor).

Tudo o que fiz me levou até aqui, assim como a Bruna.  E é por isso que essa foto é um pequeno troféu, porque eu nos respeito e nos admiro!

Ah, e se você precisar de umas diquinhas… assiste aos vídeos que gravei com ela!

 

 

Ps: Um pequeno aviso para as “moralistas” de plantão: o que seu parceiro não tem em casa, COM TODA CERTEZA DO MUNDO ele vai procurar fora 😉