Estranhos com memórias

Eu sempre precisei falar: para entender, para conscientizar, afirmar ou simplesmente desabafar.
Eu sempre tive o que falar: fosse opinião, fosse piada, fosse uma merda gigantesca, fosse uma citação.
Poucas vezes me faltaram palavras: em surpresas, em situações embaraçosas, em momentos de vergonha, em momentos de choro…

Então na falta do que dizer, eu precisei escutar…

 

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3 pra 30

Sempre foi um fato da vida que mulher perto dos 30 começa a surtar – fosse nos seriados, nos livros, nas sátiras ou em filmes – e eu, como uma pessoa bem clichê, não poderia escapar dessa fatídica verdade. Cheguei a cogitar a hipótese de não escrever nada, de fazer diferente dos anos anteriores… pois há não muito tempo  (pelo menos não parecem assim para mim) eu tinha 15 anos e a vida era apenas o começo! Todavia, contudo e porém esse foi um ano sem parâmetros, inexplicável.

Depois de 1 ano, 9 meses, 3 semanas e 4 dias eu consegui ter minha filha ao meu lado novamente. Não há palavras para descrever a sensação!!! Não há sorriso que baste, não há o que não seja digno de brincadeira, não existe mau-humor. Eu, que desde sempre – e depois de vários relacionamentos fracassados – sonhei em ser amada, como nos filmes, hoje sou plena. Meu marido tem coragem para me amar exatamente como eu sou, e mais: APESAR de tudo que eu sou!  Enfim, construí MINHA FAMÍLIA!

Tenho amigos que me amam na mesma proporção e eu, a eles. São poucos, nem sempre estamos juntos… mas nos pertencemos, como só os anos e as distâncias podem suportar a VERDADEIRA amizade! Por último, e nem de longe menos importante, está minha carreira: consegui, finalmente, trabalhar com que eu gosto. São 9 blogs para gerar conteúdo, para editar; 9 pessoas com quem discuto os mais diversos assuntos. Na produção dos Legendários, sento junto com os roteiristas, um prato cheio para uma blogueira com aspirações maiores. Resumindo: sou paga para fazer o que eu amo e dar risada o dia inteiro – os roteiristas fazem parte do universo do Stand-up comedy.

Não obstante, aprendi a importância do “dar valor” e do perdão. Aprendi a ser mais paciente, a focar meus objetivos, a amar o que/quem eu tenho com confiança e sinceridade. Aprendi que temos na vida EXATAMENTE aquilo que merecemos, tanto para o bem como para o mal. Pois o que vem para o bem é recompensa de muito esforço, de muito sacrifício e o que tem de ruim, é simplesmente para te lembrar do que você é capaz, de quão forte você é e que se houver um reverso, você terá humildade para retroceder.

Estou sim surtada com o fato dos 30 estar chegando rápido demais, mas ao mesmo tempo segura de estar ao lado de pessoas que me conduziram e conduzirão sempre. Porque nenhuma vitória é conquistada sozinha; eu não teria resistido e conseguido 1/3 do que alcancei sem o apoio do meu marido, tampouco se não fosse por desejar tanto ter minha filha de volta. Eu teria desistido na primeira derrota se não fossem meus amigos mais antigos me lembrando do que sou capaz, se não fossem todos juntos torcendo por mim.

Essa conquista, essa celebração não é só minha… é de TODOS VOCÊS, que estiveram comigo, que fizeram desse último ano o melhor de todos. E que se é para ser assim, que venham lgo todos os “enta” de vida!!!

Obs: a vida – essa sim uma caixinha de surpresas – mostra que quando você passa a entender os outros e seus pontos de vista, você tem muito a ganhar. Na meia-noite eu ganhei uma festa surpresa de alguém que não esperava juntamente com pessoas especiais. Acho que não teria como meus 27 anos começarem de maneira melhor!

Dinâmica dos relacionamentos

Trabalhar com o universo de Internet é altamente instrutivo, sobretudo se tudo se referir à comportamento – siiiiim, agora sou paga para tal!

Entre os temas de discussão do programa estão amores virtuais, ciúmes, vaidade, mulheres na chefia e consumismo.

Minha principal função é pensar, criar pautas, posts que girem em torno da polêmica, que sejam amplamente discutidos e assim render ideias para os roteiristas. Com essa alma de pseudo cronista, hoje me veio à cabeça: como funcionam os relacionamentos.

Porque assim como os seres humanos, cada relacionamento tem sua vida, sua rotina e sua própria dinâmica. O que é do caralho para uma pessoa, pode ser um lixo para outra; o que um faz meio de saco cheio, para outro pode ser incrível e para um terceiro, um verdadeiro absurdo!

É por essa razão que não existe fórmula certeira, que funcione para todos os casais. Mas falando muito de separação, pensei: “e quando os casais não se tocam que já deu o que tinha que dar?”. Será que o amor está mesmo acima de tudo? Ou é o medo de jamais sentir aquilo novamente, ou a mágoa (mesmice, cobranças, rotina) corroendo o discernimento?

Já observei casais de ficantes que mais pareciam namorados, namorados que pareciam casados e casados que pareciam inimigos. O legal de não ter rótulo é você sentir-se livre para deixar a relação tomar o rumo que desejar. Mas e quando acontece ao contrário: quando, por exemplo, os casados que nem são mais amigos, os namorados já nem se beijam mais ou o casal que morava junto, num pré-casamento, deu um passo para trás?

Esse furacão, totalmente devastador, em ambos sentidos, pode estar pronto para cessar ou continuar arrebatando corações, sentimentos e trazendo felicidade. A quem cabe julgar? Quem está dentro e sabe como funciona? Quem está fora e “vê as coisas melhor”?

Vale a pena investir tanto assim? O perdão realmente existe? É o medo que prende uma pessoa à outra? É amor de verdade, daqueles que superam tudo?

Seguindo minha nova linha profissional, vou exercer o padrão _ _ _ _ _ de produção e deixar: envie seu comentário!

Discuta tanto aqui, como por lá!