Nothing but the best

Ainda mais trabalhando (naquelas né?), esse tempinho chuvoso, frio, nos faz desejar correr para o edredom mais quentinho, fazer 1 litro de cappuccino fumegante e assistir filme atrás de filme, ou se aprofundar naquela leitura gostosa.

Eu queria estar assim: lendo, bebendo e debaixo do edredom vermelho do Alexandre Hercovitch. De camisa de algodão, meia até metade das canelas e uma preguiça sem fim, com black out fechadinho. Mas enquanto estou no trabalho, vou só pensando, escutando muita música…

Também vou atualizando meu reader, além de me revoltar porque o tatuador me deu o cano por conta do feriado – eu tô trabalhando filhão, você também deveria!

=)

“Life isn’t about waiting for the storm to be over. It’s about learning how to dance in the rain”.

Pode ser desviando de pingos, pulando nas poças, curtindo a água molhar o cabelo, as roupas. Pode ser dançando coreografias piruletadas em postes, árvores e com uma bela sombrinha nas mãos.
Uma hora, se desejar, você descobre que não é de açúcar, que chuva traz um resfriadinho, que estraga a escova, que deixa algumas bolhas no pé… mas que tudo isso também vai passar.

 
E que há beleza no caminho. Ainda mais com um par de galochas coloridas!

As dores do amor

Eu não costumo reproduzir textos, a não ser que eles mexam comigo de alguma forma. Neste caso, duas amigas extremamente diferentes me mandaram o texto a seguir, em situações diferentes. E como eu não desconfio de coincidências…
“Existem duas dores de amor:

A primeira é quando a relação termina e a gente,
seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro,
com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva,
já que ainda estamos tão embrulhados na dor
que não conseguimos ver luz no fim do túnel.A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.

A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços,
a dor de virar desimportante para o ser amado.
Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida:
a dor de abandonar o amor que sentíamos.
A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre,
sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também…

Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou.
Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém.
É que, sem se darem conta, não querem se desprender.
Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir,
lembrança de uma época bonita que foi vivida…
Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual
a gente se apega. Faz parte de nós.
Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis,
mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo,
que de certa maneira entranhou-se na gente,
e que só com muito esforço é possível alforriar.

É uma dor mais amena, quase imperceptível.
Talvez, por isso, costuma durar mais do que a ‘dor-de-cotovelo’
propriamente dita. É uma dor que nos confunde.
Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos
deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por
ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos,
que nos colocava dentro das estatísticas: “Eu amo, logo existo”.

Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo.
É o arremate de uma história que terminou,
externamente, sem nossa concordância,
mas que precisa também sair de dentro da gente…
E só então a gente poderá amar, de novo.” – Autor desconhecido

E não é porque reproduzo, que concordo (vide post passado, com o Ivan Martins).
Nem dita meus passos… Textos desse calão são, e sempre serão, de minha autoria.

Depois…

Sabe a sincronicidade da vida? Se você engravida, só vê grávida pelas ruas… E parece, para mim, que o mundo todo agora só fala de uma coisa. Mas eu não quero falar.

Tempos atrás eu disse que adorava filmes, textos e músicas que mexiam comigo, que me faziam realmente pensar. Há uns dois dias eu prestei atenção na trilha sonora de Avenida Brasil (é, esta novela eu acompanho, depois de nunca mais ter visto alguma produção do gênero) e parei para pensar. Então no meio da tarde de ontem, veio aquele texto “soco-na-boca-do-estômago” e juntei todas estas informações para concluir meu pensamento.

Eu respeito muito o Ivan Martins, mas desta vez eu discordei bastante dele.
Não porque me é “vantajoso”, mas porque as opiniões que as pessoas tem vêm da experiência que elas tiveram, vem do conhecimento delas… Não é uma verdade universal, nada é. E não suporto a possibilidade de que tentem fazer uma doutrina baseada em uma única visão.

Eu acredito que, com muita sorte nesta vida, você vai encontrar AQUELA pessoa. E que por ela é possível um recomeço, outra chance (tão criticada pelo Ivan). Não que este amor não finde, tem mágoas insuperáveis, defeitos intransponíveis. Mas com ajustes e muito amor, é possível – ilusão seria pensar que só amor supera, só amar não basta. É preciso ir além. Mas não na hora, não do nada. É preciso a redescoberta: de gostos, sentimentos, vivência. Como se voltasse no cursinho para redescobrir o que vai ser da vida profissional – bem do comecinho.

São poucas as histórias que eu conheço que deram certo, mas tem pessoas do meu círculo que superaram e são mais felizes juntas hoje do que seriam separadas, histórias de casais que se rencontraram anos depois e voltaram a ficar juntos, custando o que teve que custar. Quando há sentimentos verdadeiros não há regra, não há influência externa que deva ditar o que será feito a seguir. Vida a dois é vida a dois mesmo: no dia a dia, em 4 paredes… Só as partes da relação sabem realmente o que acontece, o que se sente. Talvez quem esteja de fora enxergue melhor, é verdade. Mas me diz como reagir, quando você, tranquilamente passeando pelas ruas, tem uma recordação e aquela dor te tira o ar, a fome, o sorriso, a força e você cai… De joelhos, no choro, de humor? Ninguém vai estar lá o tempo todo para te ajudar a conviver com isso, a não ser você mesmo. Por isso que só quem vive, sabe!

Por mais que filmes, textos e músicas possam ajudar, façam refletir, a verdade é particular. E mesmo eu sendo uma grande pessimista, “above all things I believe in love”.

Estranhos com memórias

Eu sempre precisei falar: para entender, para conscientizar, afirmar ou simplesmente desabafar.
Eu sempre tive o que falar: fosse opinião, fosse piada, fosse uma merda gigantesca, fosse uma citação.
Poucas vezes me faltaram palavras: em surpresas, em situações embaraçosas, em momentos de vergonha, em momentos de choro…

Então na falta do que dizer, eu precisei escutar…