Os dias de criança ficaram para trás…

Acho que com 28 anos eu já deveria ter chegado a esta conclusão há mais tempo, mas quem nunca sofreu de leves crises de  Síndrome de Peter Pan que atire a primeira pedra!

Chegamos na adolescência com a crença de “eternamente jovens”, desconsiderando conselhos de que a idade passa, que o tempo voa e logo mais seremos reflexos daquilo que até então repudiamos. As responsabilidades chegam mais cedo para alguns – trabalho, filho. It’s evolution baby! E podem nem nunca chegar para outros, mesmo com os itens citados. Enfim…

Uma hora a gente tem um clique, um estalo e estamos em situações que julgamos de “adultos”. No feriado passado tudo o que desejava era ligar para minha mãe, pedir colo e me enrolar em um casulo de edredom. Eu não queria enfrentar a situação, passar  pela mesma situação que vi meu pai e minha mãe passarem… Saúde é coisa de gente grande, mesmo! Como faço há 21 anos, abracei meu melhor amigo e o abraço-resposta foi o mesmo de sempre: acredite em você, você vai conseguir! Engraçado como as pessoas podem te conhecer melhor do que você mesma…

Eu tenho uma filha, uma carreira, pago minhas contas, tenho um cachorro, estou de casamento marcado, mas não tinha me sentido gente grande até cruzar as portas do Incor e fazer promessas para que meu futuro marido ficasse bem. Eu não sei lidar com perdas, eu não sei lidar com o sofrimento… pareço um avestruz: enfio minha cabeça no buraco e fico lá até me sentir segura novamente. Mas eu não tinha como evitar, eu não poderia não cuidar de uma pessoa que tanto cuida de mim. E então você enche o peito, levanta a cabeça e pensa: é isso!

E segue; apesar do medo, da fadiga, do cansaço, do choque, do choro, do desespero, do desconhecido. Segue porque é assim que a vida deve ser: caminhar para frente, crescer e guardar as boas lembranças. Sabendo que a infância vai ficar guardadinha naquela caixinha especial, que você pode revisistar a hora que quiser e se permitir brincar com os amigos, com os filhos, com os sobrinhos. Ser adulto não significa ser amargo, sisudo ou ter uma vida de penumbra, nem mesmo se uma perda cruzar seu caminho. Este é o destino para aqueles que o escolhem; sentir-se feliz depende apenas das escolhas que VOCÊ faz!

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