A justiça ainda não foi feita

Semana passada muito se falou do julgamento dos assassinos Nardoni’s. A semana mal começou e tudo que se fala é que a dupla teve o que merecia e da defesa pedindo cancelamento do julgamento. Sejam as mídias, seja o povo (e, afinal, quem não se comoveu com o caso!?), todos eles dão a justiça como feita… mas será que foi mesmo?

Justiça seria pegar esses dois filhos da puta, rasgarem suas testas, esganá-los até que perdessem a consciência e depois jogá-los do sexto andar. Óbvio que isso não os mataria… e a intenção é realmente essa! Porque eles teriam que sentir TODAS as dores que a Criancinha sentiu para compreenderem! E não fica por aí: seriam dois anos presos em total isolamento (como se tivessem morrido, assim como Isabella); sem papais e mamães levando comidinhas, sem troquinhas de cartas, sem verem ninguém. E aí, dois anos depois, como o tempo que levou julgamento, aí sim esses desgraçados deveriam ser arregaçados por um pelotão de fuzilamento digno dos nazistas.

Pois somente dessa forma eles se arrependeriam, somente dassa forma os pais desses monstros saberiam o que a mãe da Menina sente.. ao invés de ficarem declarando “tadinho dos meus filhos, são inocentes”.  Vá pá puta, antes que eu me esqueça! Extremista, exagerada, Draconiana? Se sim, com muito orgulho.

Não creio que a Justiça demore tanto para tomar uma decisão e venha me falar de Direitos Humanos com presidiários… alguém conseguiu esquecer do Menininho que morreu sendo arrastado por um carro num trajeto de 7km? Pois é, um dos assassinos, visto como criança pela “Justiça”, foi libertado, com proteção e hoje mora na Suíça. Aparentemente é mais fácil morar nos Gringos sendo assassino do que sendo uma pessoa honesta que deseja melhorar de vida!

Outro caso que me deixa tão revoltada quanto: o jogador Adriano, do Flamengo. Alto lá! Não estou defendendo vigorosamente o que ele fez; nenhuma mulher, ou pessoa tem que apanhar… se não existe motivos para tal. Agora vem uma maria-chuteira, ensandecida e começa a quebrar o carro de todo mundo… no mínimo, eu teria dado um murro no meio da cara! Assim: se você não quer violênia, não a comece! Essa daí não tem nada de tadinha, não! Tadinha, para mim, é aquela cabelereira que já tinha feito 8 B.O’s., instalou câmera de segurança no local de trabalho, tomou oito tiros do ex (um pra cada B.O.), flagrados pela câmera que ela instalou no trabalho e o assassino ainda vai a julgamento. Como se fosse preciso provar mais alguma coisa!

E acho absurdo que ainda venham me falar em Lei Maria da Penha (que obviamente não funcionou para a falecida cabelereira) quando uma mulher simplesmente recebe o troco… se não aguenta briga com marmanjo, não inicie. Se não aguenta o tranco, não saia na mão. Roupa suja se lava em casa, dizia Vovó! Mais absurdo ainda, só as mulheres que defendem tal ato: “toda punição sabe porque veio”. Assim sendo, não deveria ter sido rotulado de crime quando homem limpava a honra com sangue, né? Mas aí não pode, mas aí é brutalidade! Tenho horror à hipocrisia, gente!

Ah, mas mulher é sexo frágil… u-hum! Como se isso fosse um alvará, uma desculpa por termos menor força física. No entanto com pau, revólver e canivete qualquer um pode mais diante de um desarmado. A Loira do Imperador sabe bem disso! Aí o discurso de igualdade entre os sexos cai por terra… que revolução é essa que só quer o que lhe é conveniente? Desde quando um ato não tem consequências?

Ninguém deve ser vítima de violência, seja mulher, criança, homem ou animal. Mas colocar mulher como ser indefeso é um pouco de ilusão, quando a culpa já é dela. No entanto, com o número de barracos que já presenciei, ou li sobre, não seria de todo errado concordar com Nelson Rodrigues… afinal, aparentemete, e para algumas, a máxima “elas gostam de apanhar” é 100% verdadeira!

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Mentiras e verdades necessárias

Vem gato –  aqui no meu regaço – e sob minhas garras de aço, deixa teu corpo se entregar. Vem, que eu deixo marca minha em costas tuas e dessa maneira, assim, a menininha mostra-se de forma nua e crua. Aplaca essa volúpia que você libertou e deixa que eu te recompenso. Porquanto esse tesão me consome, devolve-me ao pior dos vícios… mania essa de querer precisar de você, do teu corpo.

[ Este comportamento passivo-agressivo cada vez mais nos confina à sordidez que somos. E quando sinto teu cheiro – ah, este cheiro que aguça meus sentidos – e sinto teu calor, quero macular-me por toda a eternidade do nosso extâse. A visão do teu corpo subindo no meu, fazendo com que os músculos das tuas costas saltem, inicia a poesia de Sade prestes a começar ]

Pega meus seios em tuas mãos e os abocanhe, como se quisesse arrancá-los do meu tórax, enquanto enlaço minhas pernas nos teus quadris, com pressa de ser arrebatada. Sugue toda minha saliva e a espalhe por todo meu corpo, prolongando-se nas reentrâncias acima dos 37ºC. Delicie-se com meu gosto e puxe-me pelos cabelos, erguendo-me para beijar minha boca, deixando-me sem ar. Encare-me nos olhos e não diga nada, faça com que eu apenas sinta.

[ Acelero o meu processo de auto-destruição, entregando-me – sem questionamentos – em submissão  e obediência, embora estas não me sejam pertinentes. Nem bem abro os olhos, uma ânsia me sobe à garganta, não só preciso pensar que mereço estar debaixo do teu corpo,  mas também sob o comando das tuas mãos. E então, o que era adoração transforma-se em ódio, tesão em nojo, vontade em obrigação. Minha cabeça em torpor, apenas gira e é como se eu fosse outra pessoa… Lolytha ]

Saia de cima de mim, pois é minha vez de mostrar como se joga. Você não é páreo para mim neném. E da ponta da tua orelha direita até tuas coxas, tranformo cada milímetro de pele em ponto erógeno. Ajoelho-me como uma  Cinderela escravizada, pagando quantos boquetes forem necessários até tuas pernas tremerem. Mal escuto tua súplica, monto de uma vez só – num pulo digno de um puma – e tua cara de prazer é meu troféu.

[ Nesta hora recordo de mim como a putinha de coração de ouro que costumava ser, quando a vida de sexo vazio era divertida. Nem parece que foi a muitos anos e hoje, sem saber, você resgata todo meu lado perverso e devasso. Vem logo, mete logo, goza logo, sai logo pois cansa fingir prazer e aguentar teus olhos fechados, teu corpo suado. Neste instante tua mente está longe das minhas reflexões e você se julga impune pelo crime que acabou de cometer ]

Bate na minha cara e me chama de vadia, porque assim é mais gostoso. Pede que eu te arranho inteiro, para registrar a marca da tua conquista. E entra no ritmo compassado – como amantes de longa data que nunca seremos – sincroniza teu corpo junto ao meu, para sentir toda a magia do sexo bem executado. Pega-me por trás e acaba com a pureza remanescente nesta pecadora infâme. Explore cada parte de mim com o vigor e brutalidade de um bandeirante.

[ Há a necessidade de render-me de todas as formas, de sucumbir a toda esta degradação. A dor física neste exato momento me é irrelevante. Não sinto nada, a não ser meu orgulho e amor-próprio serem sugados para o esgoto que abriga todas as pessoas sem-caráter e imorais do mundo. É onde vou permanecer, já não tenho como voltar atrás ]

Sei que essa tara do universo masculino não lhe escaparia. Aproveita então a posição concedida somente a você, todavia não se julgue assim tão especial. Espera um pouco mais, controle-se. Quero vangloriar-me de estampar um sorriso débil pós-coito no teu rosto. Não pense, apenas tome meu ventre para ti,  como se disso dependesse toda tua felicidade. Encaixe-se no ângulo das minhas pernas, aperte-se contra minha carne desnuda e inicie teu gingado repetitivo de vai-vém. Nessa troca de fluídos corporais, misturados com sons indecifrávies, compita comigo em busca de um bem comum, como se fôssemos inimigos mortais. Até não aguentarmos mais, até as labaredas começarem a subir pelos dedos dos pés,  por panturrilhas, coxas, nádegas, colunas, ombros, nucas e apagarem-se num uníssono alto e curto. Desabamos esgotados, satisfeitos pela efemeridade de um orgasmo.

[ É tudo tão falso, ilusório como a sensação de felicidade provocada por algums gramas de cocaína nas minhas narinas. O cheiro deste sexo enoja-me e esforço-me para não vomitar. Posso ver minha marca em tuas costas, em tua barriga, em teu peito e nas tuas coxas. Meu rosto ainda arde, contudo é minha alma e meu coração que se encontram destrúidos. Viro para o lado, meio que aceitando teu abraço, para esconder a amarga lágrima de arrependimento que passeia pelo meu rosto. A vida era linda antes de você se mostrar, eu era feliz. Hoje – viciada no teu gosto – sou a sombra do que construí. Retrocesso de mim, sou apenas eu ]

Beijamo-nos com ternura e tua mão desliza pelos meus cabelos. Sinto-me protegida, aninhada em teu peito, com teus braços envolvendo-me, como se, realmente, pudesse amparar-me em você. E o sorriso que me dá, é o mais lindo que já vi: branco, alvo, puro. Olho nos teus olhos, beijo a ponta do teu nariz e suspiro… seria poético eu, você e meus cigarros, sozinhos no mundo. Quase consigo apalpar essa névoa de sentimentos. Quase acredito quando você diz que me adora, que me ama.

[ Dois ou três filetes de sangue marcam o lençol que testemunhou a obscenidade deste ato. Enquanto observo as marcas do sacrifício, julgo-me próxima à rendição que eternamente busco.  Você não entende nada disto, prefere não ver o que é tão claro quanto o dia que acabou de nascer. Preciso de nicotina e cafeína, desesperadamente. Preciso fugir e gritar que enfim estou livre; livre de você, desta pessoa que você desperta, de nós dois. Entretanto, justo neste (maldito) momento – quando me vislumbro fora desta jaula de libertinagem e hipocrisia-  sinto teu sêmen corroendo meu útero seco, igual a um câncer. Nem bem inicia-se a metástase que é você, já não penso em mais nada. A não ser em emporcalhar-me outra vez em suor, saliva, gozo e esperma, no mais baixo nível de depravação ]