Pelo amor ou pela dor: 2.6

Enfim chegou! Enfim completei mais um ano, enfim… estou aprendendo, vivendo e envelhecendo. E assim como os outros 25 anos que ficaram para trás, essa semana iniciei alguns processos que me causaram lágrimas, risadas, feridas reabertas, mágoas remoídas. Também trouxeram clareza, lucidez, confiança, coragem, certeza, verdade…

Apaguei, um a um, recados antigos do Orkut, revirei álbuns virtuais… quantas pessoas passaram! Algumas eu agradeço que tenham ido, outras me fazem falta e algumas me fizeram gargalhar pelos momentos que tivemos, aqueles que jamais serão revividos, nem existirão. Crescemos, tivemos filhos (ou não), a vida nos colocou em caminhos diferentes…

Foi andar cinco anos para trás e ver que os ensinamentos da época só começaram a surtir efeito hoje, que certos momentos me resgatarão quando estiver numa crise depressiva, que tudo pode ser melhorado desde que SEJAMOS SEMPRE NÓS MESMOS!

Não adianta: a pessoa muda quando e porque quer, não importa quantos conselhos receba. É somente pela experiência que se aprende, que se chora ou ri e assim inicia-se a evolução.

Tudo que passei no último ano – das perdas às conquistas, das crises às ‘certezas’ – tudo foi vivido intensamente, absorvido, relatado no blog. Quantas vezes pensei em voltar atrás, em desistir; quantas vezes me culpei, me critiquei e deixei que as pessoas também o fizessem. Hoje, tenho plena noção que qualquer vírgula diferente teria me deixado no mesmo marasmo e que ninguém deve adentrar tanto minha vida a ponto de achar que pode me dizer como, quando e o que fazer. Por mais que tenha me custado, o preço da minha liberdade é indescritível!

Não sei se chego aqui mais madura, mais sábia, mais ‘mulher’. Tenho percepções de pequenas mudanças, todas elas amparadas pelos meus amigos, pelos profissionais incríveis com quem trabalho e com quem trabalhei. Sei que me sinto diferente, para melhor.

Posso não ser mais Lolytha Kiddo, posso ter ficado menos baladeira, mais low profile, mais sistemática com o trabalho… mas no fundo, sou sempre a mesma. Eu vou ter minhas crises, meus caprichos e dançar até me acabar.

Ainda amo fotos que chocam, ainda amo meus amigos de sempre, ainda falo muita merda e ainda gargalho até faltar ar. Ainda sofro de TPM e de tripolaridade; ainda carrego minhas dores na’lma, me escondo no sorriso e me revelo para poucos.

E nesse dia, eu poderia pedir qualquer coisa, qualquer presente, mas só me desejo FORÇA: para continuar, para evoluir, para prosseguir. Porque ninguém mais, a não ser eu, vai lutar por mim e pela minha filha. Pois no final, o que realmente conta é a coragem no meio do caminho!

E QUE VENHAM AS RUGAS… FELIZ ANIVERSÁRIO!!!

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Amor e seus questionamentos

Estava em frente do espelho, na busca desenfreada por mais fios de cabelos brancos –  responsáveis por delatarem os anos que passam rápido demais, que chegam sem pedir licença e que estão apenas a uma semana de me deixarem num ponto de histerismo incontrolável – quando comecei a questionar o amor.

A gente vive em busca do ‘sentimento necessário’, aquele que nos faz melhores, mais felizes, mais completos; mas sabemos quando o encontramos? Alguém, algum dia, se deu ao trabalho de classificar todos os sintomas e reações que essa coisa provoca? É verdade sobre as borboletas no estômago? Tudo é sempre um mar de rosas? Tem que ter briga, tem que ter tesão  e sexo na mesmo proporção ao longo do tempo?

Se não existe demonstração de ciúmes, será que ele gosta de mim? Se ao invés de brigar, eu saio andando, significa que não me importo? Se toda hora falo ‘eu te amo’, por mais que ele saiba que eu amo, é para me convencer que, de fato, eu amo?  A calmaria, no lugar daquela ansiedade toda, é sinal de maturidade ou falta de apego? Dormir todo dia junto leva ao marasmo, à acomodação? Se nos vemos bastante,  vai enjoar? Ainda precisa de alguns segredos entre nós, de um joguinho de sedução ou o que vale é ser sincero e espontâneo? Deixa-se um pouco as baladas de lado ou cada um cede um pouco? Abro mão de uma ou outra companhia que ele não se sinta bem ao lado? Conto para ele que falei com meu ex?

E depois de tantas perguntas sem respostas, me perguntei porque estava me perguntando aquilo! Pois as pessoas descrevem a felicidade delas como um nirvana e às vezes, somos levados a acreditar (o mundo da inveja e fofoca é um c#!) que o que temos não é tão bom assim. Escutamos bastante sobre proezas sexuais, orgasmos alucinantes, presentes maravilhosos, pedidos de namoro pra lá de românticos, declarações de amor de fazer chorar, scraps, depoimentos e sei lá mais o que! E quem não tem isso, faz o que? Se mata?! Termina com o desgraçado, alegando que ele é o filho da puta mais insensível que você já viu na vida?

Melhor: observe!

Ele cuida de você? Ele segura sua mão quando o mundo todo está ruindo, te apazigua sem te mimar e te mostra o lado positvo da situação? Ele acredita no seu potencial e te incentiva a ir à luta? Quando você o abraça, a primeira sensação é a de paz? Você se sente segura ao lado dele? Mesmo conhecendo o passado dele, consegue ver o que ele está fazendo para mudar? Você o vê transpondo certas barreiras em nome do que  estão construindo? Ele é capaz de adivinhar se você está  triste, feliz ou brava apenas pelo tom da sua voz? Você sabe do que ele gosta e compra um presente sem medo de errar? Você sente o cheiro dele no seu corpo e sorri que nem uma idiota por isso? Você sabe que pode conversar com ele às 4 da manhã que ele vai te escutar? Você faz a comida favorita dele e uma massagem depois que ele teve um dia de cão, mesmo estando cansada, apenas porque quer vê-lo feliz? Você se excita só de ver o corpo dele?

Vocês completam frases, pensamentos e sabem o que cada um diria naquela situação? Vocês se divertem na balada, no cinema, vendo filme ou numa roda de amigos? Vocês conversam abertamente sobre medos, estado de saúde, problemas finaceiros e vestimenta? E mesmo assim você não tem ciúmes, não briga e as porras das borboletas nem cócegas fazem no seu estômago?

Amiga, sinto muito em te avisar, mas você está numa relação saudável e madura, provavelmente com o amor da sua vida. E tenho dito!

206,13 FMeme

Concordo: não sei o que é pior! Se é o título desse post ou fazer um meme quando tenho milhões de idéias e rascunhos para publicar.

Acredito ter escrito os dois textos mais sinceros da minha vida essa semana. Mas, como cada um encontra-se numa extremidade emocional e eu sou uma pessoa capaz de trocar uma viagem à Buenos Aires por 15 pares de sapato, melhor a imparcialidade.

Responda com música(pode ser trecho, título):

01.Se pudesse ser alguém, quem seria?
Garota de Ipanema – Tom Jobim

02. Pra você, o que significa o amanhã?
É preciso amar as pessoas como se não hovesse o amanhã. Porque se você parar pra pensar, na verdade não há” – Legião Urbana

03. Qual seu estilo?
Mulher de fases – Raimundos

04. Como é o relacionamento com seus amigos?
“I’ll be there for you when the rain starts to pour/ I’ll be there for you like I’ve been there before/ I’ll be there for you ‘cause you’re there for me too (…)” – The Rembrandts

05. Descreva sua relação com o mundo.

“Uma noite longa pra uma vida curta, mas já não me importa, basta poder te ajudar. E são tantas marcas que já fazem parte do que eu sou agora, mas ainda sei me virar (…)” – Palamas do sucesso

06. Faça um desejo! 
Love me tender – THE KING

07. O que é o amor ?
“Amar não é ter que ter sempre certeza/ É aceitar que ninguém é perfeito prá ninguém/ É poder ser você mesmo e não precisar fingir/ É tentar esquecer e  não conseguir fugir, fugir (…)” – Jota Quest

08. Qual a opinião dos outros sobre você?
Puro extâse – Barão Vermelho

09.Um lugar perfeito para estar.
Under my skin – Frank Sinatra

10. O que você pensa sobre si mesmo?
“Sou fera, sou bicho, sou anjo e sou mulher. Sou minha mãe, minha filha, minha irmã, minha menina. Mas sou minha, só minha e não de quem quiser. Sou Deus, tua deusa meu amor…” – Cássia Eller