Todo amor que eu amei, no fundo, eu dediquei a mim e a mais ninguém

Perdi as contas de quantas vezes desejei voltar atrás e refazer meus passos; quantas vezes, no final de tudo, teria sido mais sensato não ter me apaixonado por uma das minhas paixões; quão mais feliz eu teria sido se tivesse dado valor a quem me amava…

Relacionamento desastroso após relacionamento desastroso, me apeguei no passado que nunca existiu (mas que deveria ter existido, de acordo com minha mente pertubada), fiz comparações, fiz burradas na incessante busca de entender porque amei quem amei, porque amei quem não me amou e, principalmente, porque não amei quem teria sido mais fácil e doce ter amado…

E desde quando o que julgamos amor é de fato um? Desde quando a paixão, camuflada do sentimento cantado pelos poetas, nos traz a razão? Pois é…

Certa vez, escutei uma frase do Thiago Lacerda, em uma entrevista: “amor da minha vida é aquele que estou vivendo no momento. Só vou saber se foi mesmo para a vida toda, quando acabar”. Fez e faz sentido, apesar de minha opinião sobre isso não ser exata, nem conclusa…

Comecei a “amar” muito cedo (bem no estilo desse vídeo): foi o professor da escola na infância, o casinho da pré-adolescência, meu primeiro namorado, tive minha paixão doentia e necessitada durante a adolescência, meu amor platônico depois disso, o namorado canalha, o namorado que foi da adolescência até a vida adulta, um namoro relâmpago, o namorado que me deu uma filha… e no meio disso – antes, durante e depois – diversas paixonites, diversas decepções…

“Começo uma nova história e aviso/ Não vai ter lugar prá você onde sobra juízo/ Todo amor que eu amei no fundo eu dediquei/ A mim e a mais ninguém.”

E eu comecei… uma história difícil, complicada no começo, mas que hoje me liberou de todos esses pensamentos, de todas essas comparações, de todas paranóias e, principalmente, libertou meu pensamento de acreditar nas pessoas que diziam que eu não sabia nada sobre relacionamento…

“Todo canto e pranto meu e tudo que sou eu/ Por certo vai vingar/ Então você vai entender que o quanto que eu quis sofrer/ Valeu pelo tentar.”

Precisei passar tudo que passei, amar tudo que amei e sofrer tudo que sofri, para assim, só assim, saber reconhecer o homem que É o amor da minha vida! Não porque ele está comigo hoje (ou porque acredito que vai estar por muito tempo), mas por ele me amar como, e apesar do que, eu sou; por amá-lo; por ter um relacionamento sadio; por nos entendermos, por ter emoção e razão na medida certa; por nos aceitarmos… e por tudo que queria ter vivido e sentido antes… e SINTO e VIVO no HOJE!

Assim pude entender que minha história e meus motivos são meus e somente meus. Não preciso mais explicar, tentar entender, analisar ou querer que fosse diferente. Mesmo que me questionem, mesmo que alguém do passado possa tentar remexer alguma história ou levantar alguma fofoca por pura maldade…

Afinal, “todo amor que eu amei no fundo eu dediquei a mim e mais ninguém”.

Obs: os créditos desse meu conhecimento sobre a música da Angela Rô Rô vão para a mente brilhante por trás desse blog

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4 comentários sobre “Todo amor que eu amei, no fundo, eu dediquei a mim e a mais ninguém

  1. Fiquei sem fala com o texto, a música… Vc sabe bem, melhor que ninguém, como ela é aplicável em vários momentos. Mto obrigada pelo suporte, pelo crédito, por tudo. Beijos

  2. A maioria dos comentários do seu blog é de mulheres, não vi quase nenhum de homem.Nem sei como vim parar no seu blog, mas li alguns posts, adicionei na minha pasta de favoritos e vou lendo o que vc escreve.Gostei de vc, complicadissima e simplesmente facil de entender, plural e totalmente singular.Vou te ler, sempre…

    uma sugestão de trilha para algum post seu:

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