Soneto da confiança

De hora em hora de confianças e de quando sua pele me tocava,     

sutilmente seu corpo apoderava-se do meu.

Minha alma te abraçava,

culminando tal amor, tal entrega, em delírios de apogeu.

Um par de olhos negros que me fitava –

que êxtase chamá-lo meu –

e sem dizer nada, sequer uma palavra,

esse mesmo amor morreu.

Porquanto tais cicatrizes, de profundidade inenarráveis,

são fatos concretos da existência

duma’ lma que intimamente exala crueldade.

E mal termino de culpar sua atual  ineficiência

de me fazer crer  que tudo ainda seja verdade,

confronto-me com resquícios de lembranças indeletáveis.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s