Mulheres alteradas?

Dias de “mãe-dona-de-casa” têm poucas distrações, por isso novelas são um TREMENDO passatempo! A nova trama global conta a história de uma personagem muito interessante, Loreta – interpretada por Irene Ravache. Ela acolheu uma moça com filha e logo depois a moçoila leva-lhe o marido e a casa, deixando-a só, com filho que largou os estudos para sustentar a casa.

Nada de anormal não é? Afinal alguns homens fazem assim mesmo. E embora o ódio que a Loreta despeja pelo ex me assuste, é totalmente plausível!

Imaginem-se na mesma situação! Mulher sofrida, largada ou ciumenta em excesso é perigoso para sociedade! E não precisa chegar ao extremo do personagem do Osmar Prado, não! Faça com que sua namorada, esposa, apenas imagine que você a está traindo… exemplos?

Desde a vingança básica “do-vai-levar-chifre-também” até armadilhas, detetive, flagra, “separação-vou-arrancar-até-aquela-sua-cueca-remendada”… e por aí vai! Aí somos nós, mulheres que foram vítimas, que levamos a culpa! Somos execradas, hostilizadas, julgadas, incompreendidas.

Homens podem acreditar que isso é “coisa de mulher”, mas já são conhecidos os casos de crimes passionais, para manter a honra, de bater – e matar – por ciúmes. Ou seja, trata-se de uma patologia humana, com foco acentuado nas mulheres.

Somos nós capazes de demonstrar emoções mais claramente, o que faz parecer que apenas nossa estirpe seja capaz de tudo ao engolir o orgulho misturado aos cacos do coração.

Lembrei-me de inúmeras cenas que representei, em nome do que julguei ser amor, por não querer sair por baixo ou por vingança no seu estado mais puro. Ligar para colocar a moral do outro bem lá embaixo, beijar o melhor amigo, uma foto em fotolog, ceninhas… Afinal, olho por olho, dente por arcada dentária!

Dá uma falsa sensação de prazer, uma busca desenfreada pelo sofrimento alheio e que, impelida pelo impulso de revide, com fome de vampira sanguinária, quis beber até a última gota!

No fundo, pequenos subterfúgios que não levam à nada, a não ser à auto-destruição e à solidão. A solidão de si mesmo, o imenso vazio da qual vivemos fugindo – vazio de saber que aquilo que nos falta é amor-próprio.

A raiva, mágoa, ódio consomem energia que seria melhor aproveitada se ao invés de pensarmos em revidar, pensássemos em cuidar um pouco mais de nós mesmas. Mas, claro, isso só é compreendido, quando passamos a saber que a vingança é ainda mais saborosa quando degustada fria.

 

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