Cause I don’t believe in anything…

… and I, I wanna be someone to believe, to believe, to believe,yeah” – Mr. Jones, Counting Crows
Nos meus finais de semana – quando tiro folga do serviço doméstico – assisto o maior número de filmes que consigo – sejam alugados, “Sessão da tarde”, “Tela quente”, sessão da madrugada, o que vier. E como tenho uma mãe que ama histórias BEM românticas, acabo entrando na onda.
Deparei-me com uma película (juro, não lembro o título) em que o casal é separado por escolhas pessoais, estudantis, profissionais, acabam conhecendo outras pessoas e cada um segue sua vida. Bom, nada diferente do que acontece com a maioria dos casais na realidade…

O que me intrigou na verdade é que muiiiiiiiitos, muitooooos anos depois eles se reencontraram e voltaram a viver aquela linda história de amor interrompida como se a sabedoria juvenil tivesse desatado quaisquer laços e como se os amores de depois não tivessem existido. Então eles viveram mentiras? Não amaram as outras pessoas de verdade?

Saindo do rolo de 8mm… quando pode-se ter a certeza de que um amor terminou? Paixões reacendem? Ou nunca terminaram? Como, quando, onde e por que ressurge, como se tantos e tantos anos não tivessem mudado cada indivíduo?

Pergunto-me por qual razão um amor assim, que supera anos, família construída, foi então posto para escanteio. E não entendo! Da mesma forma que não entendo porque ficamos mais agressivas e sensíveis- também – na TPM, porque o preço do cobre interfere no preço da celulose, porque o fundo de ações vai bem quando a Bolsa está mal, porque as baratas sobrevivem à bomba atômica, mas se espatifam na primeira chinelada certeira, porque homem é hipócrita,etc. – pois não entendo tantas coisas…

Tentar me explicar que existem diferentes tipos de amor seria perda de tempo. Não sou xiita e sei que tem amor de pai, de amiga, de família, de objeto, mas amor de casal não tem como ser diferente! Não existe meio amor, amo mais que a outra. Existe diferentes formas de expressar amor, existe tesão, paixão, carinho, querer bem… mas amor é amor.

Indigno-me sim! Pois quando não se tem fé nas pessoas, é preciso ter crença em algo. Pois só dá valor a isso, quem foi ludibriado. E se acharem que estou loca, experimentem viverem o outro lado.

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