Não sou um cão de guarda, cão raivoso ou algo sui generis, mas pelo nosso bem, fique longe!
Juro, acredite em mim: isso seria terrível para ambos! Provavelmente te encontraria daqui a um tempo, sentado num bar qualquer, afogando mágoas. E eu, estaria jogada na minha cama, fumando meu Malrboro light e assistindo “O casamento do meu melhor amigo”.
Você acha impossível? Ok, you’ve asked for!
Sou radioativa, uma espécie de material nuclear que fugiu ao controle de cientistas malucos pós- Guerra Fria. Num primeiro momento sou divertida, engraçada, alegre e nem sempre simpática. Carrego aquele pacote necessário para uma primeira abordagem, mas fuja enquanto é tempo!
Você continuou, tudo bem…
Logo após mostro meu lado Mr. Hyde e apresento sintomas clássicos: ciúmes, TPM, mau humor, crises histéricas e crises de baixa auto-estima. Não sei lidar com rejeição (em qualquer nível), não aceito “não” e não sei perder – em nada – definitivamente.
Até então, tudo que vivi foi na base da disputa, de não ceder para não parecer submissa e de mostrar quem tem os colhões. Misturando esse Molotov, nunca saberemos o que esperar como conseqüência.
Talvez brigas desnecessárias, escândalos, indiferença, deslealdade… tudo acabaria nos jogando num limbo. Ai, e nem pense em procurar meios de retomar: perderia todo respeito por você e nem falaria “oi”.
Tampouco aceito o ciúme excessivo, a falta de compreensão pelo pouco tempo livre, cobranças, desconfianças, questionamentos sobre minha pessoa ou apenas uma menção para lavar suas roupas (principalmente cuecas!).
Então faça o favor: delete meu número, pegue outra garota! Existem milhões por aí. Quero dizer, não como eu, mas existem inúmeras. Porque eu tenho esse lado monstruoso, mas posso ser o Dr. Jekyll também.
Posso ser legal, agradável, companheira para tudo, lavadeira, cozinheira, massagista, o sonho da sua mãe. Mas believe me, neném, eu não quero mostrar essa faceta.
