
Quando tive paixonites por amigos de irmãos já não era tão pequena assim (de idade!), mas aí me lembrei de um professor do Colégio. Eu devia ter uns oito anos quando o vi pela primeira vez: era o homem mais lindo do mundo! Era alto, magrelo, mais velho – bem aquele tipo de adulto mega legal que as crianças adoram – e um professor bacana.
No auge de toda minha paixão, meu desejo era que ele me achasse a melhor aluna que já teve, que me elogiasse, que me achasse uma criança adorável … infantil, não? Mas era tudo que eu sabia pensar naquela época…
Quando retornei ao colégio – tive que estudar em outra escola por um tempo – ele ainda estava lá, ainda mais lindo e legal do que antes. Eu já sabia que agora eu podia desejar beijos, mas era gorda, desajeitada, um patinho feio. Se nenhum menino da minha idade olhava para mim, como esperaria que ele olhasse? Então a paixonite foi posta de lado.
Ele saiu da escola, não sei por quais motivos, então não pôde ver o cisne que virei quando adentrei o colegial. De rebotalho à princesa, passei a ter todos os homens que desejei. Todos mesmo? Quando meu melhor amigo disse isso – alguns meses atrás – parei para pensar meio embriagada e concordei, mas não sei por que motivo recordei-me desse professor.
Imaginei como e onde ele estaria: teria casado? Filhos? Ainda lecionava? O que estaria fazendo? Será que ele tinha engordado (afinal meu gosto por magrelos mudou – graças – sou fã nº. 1 de pançudinhos!)? Será que estava grisalho? Quantos anos ele teria agora? Será que se ele me visse, se lembraria de mim? E se me olhassse como mulher e não como a aluna, me desejaria?
Em minha mente abestalhada, fantasiei um encontro. Esbarramos-nos no shopping, aquele polido pedido de desculpas e o olhar de reconhecimento. Ele olhava bem dentro dos meus olhos e abriu o sorrisão de sempre. Sim, ele estava grisalho, com barba, mais gostoso. Era charmoso, simpático, cheiroso. Fomos tomar um café, conversamos, disse da minha filha, ele da ex-mulher e de como queria ter filhos. Conversamos por quase duas horas e o olhar dele chegava a incomodar, era profundo, penetrante. Despedimos-nos, anotamos contato de MSN e um beijinho – no rosto – de tchau!
Ainda acho que sempre resta um “q” de criança em mim! Olha quanta maluquice…
Mas por essas ironias da vida, acabamos nos encontrando. E minhas simulações estavam mais para previsões! De lá até ontem à noite, conversávamos quase todo dia e, julgando que ele já soubesse, contei sobre minha paixonite. Ele deve der dado muita risada, ocultado pelo monitor, mas foi educado e reagiu surpreso à minha confissão. Conversamos mais um pouco, falamos do que eu queria para o meu futuro, ele, dos planos dele. Tudo um simulacro, eu queria acreditar. Desejei que ele me desejasse, que m…
Ops, tenho que parar de escrever agora, o interfone tocou…
Ps: são 4 horas da manhã, esqueci de desligar isso aqui!
Ps1: eu relamente tive todos os homens que desejei.
oi. gostei do seu texto… muito bom.. me fez relembrar muitas situações que vivi também( principalmente as paixonites)..abraços.