Quem é que nunca teve um Bruno, um Felipe, um Fernando, um Daniel ou um Artur na vida? Tudo bem, pode ser um Guilherme, um Ricardo, um Fábio ou até mesmo um João…
Paquerar é bom, mas chega uma hora que cansa! Cansa na hora que você percebe que ter 10 pessoas ao mesmo tempo é o mesmo que não ter nenhuma, e ter apenas uma, é o mesmo que possuir 10 ao mesmo tempo! A fila anda – às vezes, voa, a coleção de figurinhas cresce (e SEMPRE mantenha aquelas brilhantes, dificílimas de conseguir… você pode arranjar MUITAS outras apenas com essa), a conta de telefone é sempre altíssima. Mas e aí? O que isso te acrescenta?
Nessas horas sempre surge aquela tradicional perguntinha: por que aquela pessoa pela qual você trocaria qualquer programa por um simples filme com pipoca abraçadinho no sofá da sala não despenca logo na sua vida??? Se o tal AMOR é impontual e imprevisível, que se dane!
Não adianta: as pessoas são impacientes! São e sempre serão! Tem gente que diz que não é… “eu não sou ansiosa, as coisas acontecem quando menos se espera.” Mentira! Por dentro todo ser humano é igual: impaciente, sonhador, iludido…
Jura de pé junto que não, mas vive sempre em busca da famosa cara metade! Pode dar o nome que quiser : amor, alma gêmea, par perfeito, a outra metade da laranja, o chinelo velho (que esse sim, quando serve no pé, é foda!)… no fim dá tudo no mesmo. Pode soar brega, cafona… mas é a realidade.
Inclusive o assunto “amor” é sempre cafonérrimo. Acredito que o status de cafona surgiu porque a grande maioria das pessoas nunca teve a oportunidade de viver um GRANDE amor. Poucas pessoas experimentaram nesta vida a sensação de sonhar acordada, de dormir do lado do telefone, de ter os olhos brilhando, de desfilar com aquele sorriso de borboleta azul estampado no rosto…
Acho que foi o Reginaldo Rossi que disse em uma entrevista que se a Marisa Monte não tivesse optado pelo “Amor I love you” e que se o Caetano não tivesse dito “Tô me sentindo muito sozinho..” eles não venderiam mais disco algum. Não adianta, a mulherada gosta e vibra com o brega. Não adianta tapar o sol com a peneira. Por mais que você não admita, eu tenho QUASE CERTEZA que:
- Você ficou triste porque o Leonardo di Caprio morreu em “Titanic” e ficou feliz porque a Julia Roberts e o Richard Gere acabaram juntos em “Uma Linda Mulher”;
- Existe pelo menos uma música sertaneja ou um pagode mela-cueca que te deixa com dor de cotovelo;
- Quando você está solteiro e vê um casal aos beijos e abraços no meio da rua você sente a maior inveja;
- Você já se pegou escrevendo o seu nome e o da pessoa pelo qual você está apaixonada no espelho embaçado do banheiro, ou num pedacinho de papel inúmeras vezes;
- Você já se viu cantando o mantra “Toca telefone, toca” em algumas noites das sextas-feiras de sua vida, ou qualquer outro dia que seja;
- Você já enfiou os pés pelas mãos alguma vez na vida e se atirou de cabeça numa relação sem nem perceber que você mal conhecia a outra pessoa e que com este seu jeito de agir ele te acharia um tremenda louca;
- Você, assim como nos contos de fada, sonha em escutar um dia o famoso “E foram felizes para sempre.”
Bem , preciso continuar? Ok, acho que não…
Negue o quanto quiser, mas sei que já passou por isso, e se não passou, não sabe o que está perdendo. Perde a alegria, perde a emoção, perde a VIDA…
“O problema de resistir a uma tentação é que você pode não ter uma segunda chance”

sou um romântico-cafona assumido