
Por gerações, as mulheres acreditaram – culpa de nossos ancestrais e da mídia – em príncipe encantado.
Crescemos esperando que ele chegasse num cavalo branco, pronto para nos libertar dessa vida que julgamos sem muita graça, porque não temos a boca da Angelina Jolie, os peitos da Pamela Anderson, os olhos da Mel Lisboa e a bunda da Juliana Paes.
Durante essa demorada espera, encontramos os também famosos ‘sapos’. São os caras que não nos interessam muito e geralmente acabam virando aqueles colegas de balada, ou um amigo de todas as horas.Se tivermos sorte, encontraremos muitos desses vida afora.
O problema são os ‘cachorros’. Qualquer mulher que tenha se atracado com um entende o que pretendo explicar. O cara te beija e faz sexo como ninguém, te leva para passear (mas só de noite), te liga umas 3 vezes por semana. Com o passar do tempo o celular está sempre desligado, anda sempre com uma desculpa esfarrapada, dá ‘perdidos’ e quando você se dá conta ele te trocou por outra (e para piorar eles namoram firme!). Geralmente mais nova, mais magra, mais gostosa, mais loira ou, para te matar de vez, mais baranga. Isso é o fim!
Aí no decepcionamos, juramos que nunca mais vamos nos apaixonar. Só saímos com as amigas, só curtindo balada. Pegamos um, dois e até três numa noite. O legal mesmo dessa solteirice é só ficar com alguém que achamos uma graça, afinal o lema é nada de compromisso. Viva a ditadura da beleza!
Mas com o tempo tudo começa a parecer vazio demais. Depois de uns meses, perde a graça sair todo final de semana e não ter algum motivo para ficar dentro de casa, num sábado à noite, assistindo a um DVD, comendo pipoca e tomando Coca-Cola.
Pegamos, e pegamos bem, aquele garoto que já estamos a fim há algum tempo. Então começamos a sair e aos poucos vamos nos conhecendo, viramos amigos e tudo parece estar indo muito bem, mesmo que não esperemos muita coisa dessa relação. Isso porque já veio alguém e disse horrores sobre ele. Nosso primeiro pensamento foi pular fora, mas de vez em quando somos teimosas e queremos pagar para ver. Então, sem dar ouvidos, seguimos em frente. Sem contar que também já foram falar sobre nosso passado e nem desconfiávamos. Quando descobrimos, ele nem deu trela!
Com o tempo nos descobrimos totalmente apaixonadas e num dia como qualquer outro, você escuta o tão esperado: ‘Vamos namorar?’. Nas atitudes dele percebemos que o bendito príncipe encantado está bem debaixo dos nossos narizes, ele REALMENTE não mede esforços para te ver feliz, ofende-se quando alguém fala mal de você, preocupa-se sobre seu futuro, te lembra da dieta que você ‘precisa’ seguir, faz questão de que você esteja sempre com seus amigos, conversa sobre as divergências ao invés de brigar, não se preocupa com uma ou outra dobrinha a mais, aceita suas manhas, te integra na família dele, deixa você dormir por tempo indeterminado na sua folga, te beija como ninguém, faz sexo com vontade, desejo, carinho e paixão.
E ele é apenas um cara de verdade (mas não é sapo), que também quer ser amado, que ri, que chora, que anda a pé. E o adoramos de qualquer maneira. Pois ele muda nossa vida de um jeito que nenhuma outra pessoa conseguiu. E voltamos a ter fé em relacionamentos, rezando para que depois da meia-noite ele não se transforme em.