
“O ataque é a melhor defesa”. Essa máxima ultrapassa as táticas esportivas e aplica-se à vida da maioria das mulheres consideradas fortes e dominadoras.
Ao tomarem iniciativa em uma conquista, independentemente de ser apenas um joguete de sedução, ou uma aposta num futuro relacionamento, elas vestem um elmo que vez ou outra protege suas verdadeiras identidades: carentes.
Enquanto ‘atacam’ não estão vulneráveis, não expõem suas fraquezas ao ‘adversário’. Na eterna guerra dos sexos, existem conquistas e fracassos em ambos os lados.
Verdade que, qualquer que seja o sexo, quando uma das partes resolve assumir seu lado cafajeste, faz do outro uma marionete. E, fazendo uma analogia com fábulas infantis, a boneca toma vida e, ressentida, com sede de vingança, despeja todo seu dissabor no primeiro pedaço de carne que tiver oportunidade.
Mulheres dessa estirpe são consideradas fáceis, vulgares, imorais. Algumas podem vir a carregar todo esse rancor por um bom tempo e sustentar tal fama por burrice. Outras se adaptam a esse estilo de vida e vivem, sem medo ou remorso, da maneira que desejam.
Essa adaptação já descarta o simples abuso do ‘frágil’ sexo masculino. As garotas se divertem, evitando magoar alguém. Apenas querem aproveitar o quanto puderem. Pouco se importam com o que irão falar, ou pensar, de sua persona.
O princípio é ignorar a hipocrisia e o falso moralismo e ser feliz, livre dos preconceitos e conceitos machistas há tanto tempo incutidos na sociedade.
Ao mesmo tempo, procuram alguém que possa agüentar os verdadeiros furacões que são. Ou seja, um homem que seja capaz de entender essa natureza (que no fundo não passa da mesma essência do instinto masculino, tantas vezes usado como desculpa para um sermão sem fundamentos sobre a diferença entre homens e mulheres), que possa dar-lhes carinho, atenção, respeito e amor, e que saiba, sobretudo, separar o passado daquela mulher do hoje que pertence aos dois, como casal.
Sim, mulheres fortes e dominadoras, quando apaixonadas, rendem-se, são submissas, sem, no entanto, perderem as características que tanto fascinaram o privilegiado. Baixam a guarda e permitem que o companheiro conheça quem elas tanto escondem.
Carinhosas, manhosas, doces e brincalhonas. Capazes de arrancar sorrisos e olhares admirados apenas por trocarem de roupa, maquiarem-se ou separarem os lábios para dizerem o quanto os adora.
É realmente necessário ser bastante Homem para experimentar uma mulher dessas. Eles acreditam que estas podem ser consideradas As Melhores, não pela facilidade que foram beijadas, ou pelo sexo sem muita frescura, mas por elas serem sinceras. Por dizerem o que querem, onde, como e quando ou por que um relacionamento começa e termina.
Mulheres como estas, assim de verdade, são poucas. É preciso ter muita certeza de quem é para dominar seus atos. São admiradas, amadas, invejadas, odiadas. A indiferença não lhes pertence. Onde quer que passem, despertam algum tipo de sentimento. Quem elas julgarem dignos de merecer seu amor terá a certeza de ter um sentimento verdadeiro a acompanhá-los, por um longo tempo.
Para quem aplaca essa fúria de volúpia, o pote no fim do arco-íris é extremamente recompensador. Para quem não, meus pesares.